Semente Cristal - Medicina Integral e Terapias Naturais

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Cura Integrativa

Por Daniel Librelato Massuco  ( Saiu no Jornal Ligado no Sul)

Em virtude da crescente demanda da população brasileira por diferentes métodos de tratamento em saúde e também com a intenção de integrar sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos aos Sistemas Oficiais de Saúde, o Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS.
Diversos tipos de terapias estão englobadas na chamada Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa MT/MCA ou Práticas Integrativas e Complementares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, terapia alternativa significa que ela é utilizada em substituição às práticas da medicina convencional, já a terapia complementar é utilizada em associação com a medicina convencional, e não para substituí-la. O termo integrativa é usado quando há associação da terapia médica convencional aos métodos complementares ou alternativos a partir de evidências científicas. Para apresentar alguns tipos das terapias oferecidas na região, o JH traz as definições de profissionais distintos.
O Reiki

Nadia Massuco, master coach e terapeuta holística

 
No âmbito das Terapias e Medicinas de Campo Bioenergético, Reiki é uma terapia complementar para redução do estresse e relaxamento que promove a cura. É transmitido através da imposição de mãos e concentra-se na “energia vital” que flui através das pessoas. “Se o nível de energia vital está baixo, ficamos mais propensos às doenças ou mais estressados. Se estiver alta, somos mais capazes de nos sentirmos felizes e saudáveis” pontua  Nadia Massuco, Master Coach e terapeuta holística, a qual atende no município de Orleans e região.
A terapia Reiki não está vinculada a nenhum tipo de religião conforme aponta Nádia. “Nós olhamos para o ser humano como um todo, com dimensões físicas, emocionais, mentais e energéticas. O Reiki age na causa dos problemas emocionais e corporais, ele age diretamente no ser que está em tratamento, ou seja, ela trata o ser doente, sem relação com a espiritualidade de cada um”, enfatiza.
De acordo com a terapeuta, o Reiki pode ser recebido por todos, sejam eles adultos, idosos, crianças, bebês e também em animais. “Reiki é um sistema próprio para despertar o poder que habita dentro de nós, captando, modificando e potencializando energia. Funciona como instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas. No Reiki não se realiza diagnóstico, não é equiparada às biomedicinas, medicinas tradicionais, e não exclui as medicinas tradicionais, pelo contrário, amplia a sua eficácia.”
Esta terapia não apresenta nenhum tipo de contraindicação. Dentre os benefícios divulgados, o Reiki acalma, reduz o estresse e provoca no organismo uma sensação de profundo relaxamento. “O Reiki alivia a dor e ajuda no processo de libertação das emoções. Ele também limpa e clarifica o seu campo energético, assim como harmoniza os órgãos para melhorar a recuperação em doenças. Fazer um tratamento de Reiki é como abrir a janela de sua casa para deixar a energia do sol entrar, é a energia do universo entrando em seu corpo, mente, emoções e campo energético”, pontua Nadia.

A acupuntura

Médica acupunturista Tainá Calvette

 

A acupuntura é uma técnica terapêutica de origem oriental, utilizada há aproximadamente 5.000 anos. Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, a acupuntura consiste na busca do equilíbrio do corpo e da mente. Esse equilíbrio é alcançado através da estimulação de “acupontos”. São cerca de 1000 pontos, sendo 365 classificados e utilizados tanto na acupuntura humana, quanto em animais.
Os acupontos estão espalhados por todo o corpo, os quais percorrem caminhos até os órgãos e vísceras, os quais estimulados desempenham as funções terapêuticas pretendidas.  A existência desses meridianos energéticos, atualmente são comprovados cientificamente, podendo ser identificados por aparelhos os quais identificam e mensuram o nível de energia.
Na rotina do acupunturista, o profissional encontra na Medicina Tradicional Chinesa várias formas de diagnósticos as quais auxiliam no tratamento e também possíveis prognósticos, ou seja, de possíveis patologias futuras. Isso por ue a terapia não se baseia apenas na doença a qual o indivíduo apresenta no momento da consulta, e sim em outras informações que serão observadas, sendo que se essas estiverem em desequilíbrio poderão indicar uma outra causa nem sempre aparente.
“A Medicina Tradicional Chinesa observa o indivíduo como um todo e não apenas o sinal mais aparente. Por meio de outras características encontradas durante a consulta se poderá então descobrir outros desequilíbrios os quais poderão ser os causadores do sinal observado. Este é um diferencial que destaca a acupuntura como uma terapia que harmoniza todo o corpo, auxiliando no processo terapêutico em diversas patologias e também como prevenção de patologias futuras”, relata Tainá Calvette, médica acupunturiatra.

Carlo Hackmann, médico de família e acupunturista ao lado da esposa Tainá.

 
Carlo Hackmann, médico de família e acupunturista, aponta que encontrou na terapia chinesa ferramentas que potencializam o seu trabalho. “É uma gama de informações que amplia a visão do diagnóstico de um eventual problema de saúde. Na acupuntura é dada muita atenção a diversos tipos de sinais, onde o indivíduo e o meio em que ele vive são levados em consideração. Muitos se acostumaram a se perceber distante da natureza, quando na verdade fazemos parte dela, e a acupuntura leva isso em consideração em um amplo sentido”, revela o médico que, ao lado da esposa Tainá, atendem na cidade de Gravatal, Braço do Norte e toda região.
“Mesmo que um indivíduo esteja com a saúde em dia, recomendamos de que eles façam uma sessão ao menos a cada troca de estação para ajudar o corpo a se equilibrar”, complementa Tainá.
A terapia é indicada a pacientes com dores agudas, crônicas, enxaquecas, fibromialgia, dores musculares, artroses e artrites, dependência química, transtorno de ansiedade, depressão, insônia, estresse e esgotamento, entre outros.

Na Medicina Veterinária

Gislany Brognoli, médica veterinária acupunturista

 
A acupuntura na medicina veterinária vem sendo utilizada no Brasil desde os anos 70 e foi reconhecida como especialidade desde 1995, desde então, é difundida de maneira crescente em vários estados.
“Na nossa região muitas pessoas conhecem a técnica sendo empregada somente a humanos, porém é perceptível que a procura segue crescendo cada vez mais também aos animais. A consulta e o tratamento envolvendo a acupuntura é algo que chama cada vez mais atenção dos tutores, isso porque já na primeira sessão a maioria dos animais já demonstra sinais positivamente perceptíveis. Outro ponto que deve ser ressaltado é a diminuição de uso de medicamentos nos tratamentos os quais a acupuntura está complementando, havendo assim uma menor exposição química dos animais, proporcionando uma terapia limpa e com possibilidade quase nula de contraindicações e efeitos colaterais”, declara Gislany Brognoli, médica acupunturista, a qual atende em diversas regiões do Sul de Santa Catarina.
A conversa entre tutor e o médico veterinário nem sempre é destinada somente à causa aparente apresentada, ela vai desde hábitos rotineiros dos animais, comportamento, preferência por tipo de alimentos, sensações a estímulos de temperatura, características do ambiente onde o animal vive, relação com as pessoas e animais desse ambiente, por exemplo.
“Na primeira sessão de acupuntura o maior receio dos tutores é quanto à resistência dos animais às agulhas, porém, na maior parte das vezes, esse problema é abolido na primeira agulha puncionada. Isso porque ao colocar a agulha, o corpo do animal libera várias substâncias relacionadas ao bem-estar, como serotonina e endorfina, fazendo com que o animal relaxe e não tenha a impressão negativa sobre as agulhas, sendo até contrário a isso, muitos animais que aparentemente agressivos ou que estão amedrontados depois do primeiro estímulo mudam seu comportamento se tornando mais relaxados e completamente entregues a sessão”, relata Gislany.
De acordo com a médica veterinária, a acupuntura apresenta pouquíssimas contraindicações, porém é sempre indicado que seja feito por um profissional especializado e que conheça a técnica empregada.
A acupuntura pode ser utilizada em uma infinidade de enfermidades, já que apresenta efeitos analgésico, anti-flamatório, relaxante muscular, promove imunidade, reabilitação de lesões neurológicas, traumas ósseos, auxiliar no pós-cirúrgico, dermatopatias, doenças metabólicas e endócrinas, doenças respiratórias, disfunções reprodutivas, dor, além de efeito calmante, agindo em distúrbios psicológicos como ansiedade, agressividade, fobias e insônia.
Atualmente a acupuntura veterinária vem tratando diversas espécies, dentre elas podem ser citados caninos e felinos domésticos, equinos, animais silvestres e animais de produção como vacas leiteiras.
“Durante toda a graduação na medicina veterinária sempre senti interesse em terapias mais naturais, além disso, senti uma necessidade muito grande de poder observar o animal de forma mais integrativa, resgatar aquela medicina tradicional onde o médico realmente sentava com o paciente, dava seu tempo e sensibilidade a saber a maior quantidade de informações possíveis. Na medicina veterinária não conversamos com os pacientes como é possível na medicina humana e, sim, com os tutores, porém com a medicina tradicional chinesa temos a possibilidade de identificar padrões através de características naturais dos animais” pontua.
“Costumo dizer que durante as sessões eu tenho responsabilidade em deixar no mínimo cinco indivíduos bem. Isso porque o tratamento no animal envolve sentimentos de várias outras pessoas que moram com ele. Essa responsabilidade faz com que cada vez mais eu procure ser uma médica veterinária sensível e inteiramente dedicada ao que me propus”, revela Gislany.
( Confira a Matéria na Íntegra em http://www.ligadonosul.com.br/cura-integrativa)

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