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Dor Crônica

Estudos mostram que a prevalência de Dor Crônica na população geral varia de 30 a 40%, e estima-se que esses indivíduos procuram os serviços de saúde até 5 vezes mais do que a população geral. Para obter uma boa resposta no tratamento de pessoas portadoras de dor crônica, é necessário antes de tudo conhecer as características destas pessoas. Iniciar com uma boa anamnese (entrevista/conversa), exame físico, e fazer um diagnóstico adequado.

A partir do momento em que se estabelece uma passagem da dor aguda para a dor crônica, esta passa de um sintoma para uma síndrome, constituindo em si, uma verdadeira doença. Se esta não for tratada, o doente centra-se na sua dor, podendo evoluir até para a total incapacidade.

Enxaqueca, Fibromialgia, Lombalgia, Cervicalgia, Hérnias De Disco, Queimação e Dormência nas Pernas ou nos braços, Dor No Ombro, Ombro Congelado, Bursites, Tendinites, Fasceíte Plantar Ou Dores Nos Pés, Bruxismo, Dor Orofacial, Cefaléias, Artrite Reumatóide, Osteoartrite, Dor No Joelho, Dor No Quadril, Dor Pélvica, Dor Neuropática … Você já sentiu ou conhece alguém que se queixa de alguma destas dores?

Definição de Dor: Sensação e experiência emocional desagradável associada à lesão tecidual, real ou potencial, ou descrita em termos desta lesão.

Dor aguda: sinal de aviso essencial à sobrevivência ou ameaça à integridade. De curta duração, permitindo ao organismo responder a um estímulo e defender-se,

É indiscutível a importância da dor no desenvolvimento do ser humano, sendo a sua função inicial informar sobre um perigo ou instabilidade do organismo. O problema surge quando a dor persiste após a eliminação de sua causa, não cumprindo mais qualquer papel relevante à sobrevivência do indivíduo ou sequer ao seu desenvolvimento pessoal.

Dor crônica: de difícilidentificação temporal e /ou causal, causasofrimento, podendo manifestar-se com várias características e gerar diversos estados patológicos. Considera-se uma evolução de quadro doloroso pormais de 3-6 meses, e pode ocorrer de forma contínua ou recorrente.

“A dor procura o outro, procura escuta, cantato, palavras, uma linguagem que a contenha e que a torne “suportável”… procura sentido para poder ser sentida“. (Manuela Fleming)

A pessoa portadora de dor crônica tende a ser mal-compreendida, em processo de sofrimento a muito tempo. Através de mecanismos neurofisiológicos, endócrinos, metabólicos, a dor,  mantida por um longo período, costuma cursar com distúrbios do sono, depressão, ansiedade, irritabilidade, cansaço, perda de apetite, perda de peso, diminuição da imunidade, falta de concentração, além de outros sintomas. É comum que no decorrer do tempo essas pessoas já estejam, sem paciência, sem esperanças, sem energia ou vitalidade.

Pessoas que sofrem de dor crônica mudam constantemente de médicos, consultam diversos especialistas, buscando uma cura para sua dor. Antes de chegar em um especialista em dor já consultaram em média 7 outros especialistas focais.

Frente a pessoas portadoras de dor, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, amigos e familiares buscam as mais diversas soluções buscando meios que acreditam ser a melhor intervenção para ajudá-lo. No meio do caminho, estes indivíduos, costumam realizar diversos exames (mais ou menos nocivos), além de experimentarem diversos tratamentos, entre eles cirurgias. Muitas vezes esses procedimentos geram sequelas/ iatrogenias, muitas vezes apenas aumentam sua frustração por não terem seus problemas resolvidos. Acredite, nem todo profissional de saúde tem formação adequada ou mecanismos pessoais para lidar com a complexidade da dor crônica.

Ninguém ousa dizer que é fácil tratar de pessoas com diagnóstico de dor crônica. Se alguém prometer um resultado mágico, não acredite. Quanto mais se pesquisa dor, mais certeza se tem de que os mecanismos de dor são extremamente complexos, uma soma de fatores diversos (que vai da qualidade e localização da dor a tendências genéticas, hábitos, resiliência, profissão, vivências da infância, relações familiares, alimentação…) e a resposta de um indivíduo a dor, nunca será igual a de outro.

Cada vez mais se discute que tanto um profissional que lida com pacientes com dor crônica, quanto o próprio paciente, devem desenvolver antes de tudo uma boa relação médico-paciente,  com muita confiança e empatia envolvidas. Ambas as partes devem saber que o tratamento será longo, e  por isso é necessário desenvolver paciência e ter persistência. Nem sempre a solução será encontrada na primeira tentativa, e sim, serão tentativas de buscar o melhor tratamento que se adeque especificamente ao indivíduo. Nem sempre haverá cura, mas haverá melhora. O paciente precisa entender que ele é tão responsável pelo tratamento quanto o próprio médico. As decisões devem ser tomadas de forma conjunta.

Persistir com uma vida social ativa, bem como a prática regular de atividade, quase sempre auxiliam na melhora do quadro doloroso. E sim, falaremos sobre assuntos que o incomodam, mas também juntos, buscaremos soluções. Talvez uma avaliação de outros profissionais seja indicada, e tudo bem!

Se você ou algum familiar se encaixam nessas definições, busque ajuda de um profissional! 

Na Semente Cristal podemos ajudá-lo! Agende uma consulta!

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