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Todos posts por Tainá Calvette

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Dicas para se cuidar no inverno

 

Hoje, às 07:07 h da manhã iniciou o inverno! Estação que nos remete ao aconchego, recolhimento, fogueira, lareira, comidas e bebidas quentes, roupas escuras e pesadas… Nos remete também ao frio intenso, úmido, tem como elemento a água, sua emoção é o medo, sua cor é o preto …O inverno é uma estação maravilhosa, mas algumas doenças podem afetar as pessoas com mais facilidade. Por isso apresentamos aqui algumas dicas que irão auxiliar na prevenção das doenças típicas desta estação.
Dicas para se cuidar no inverno:
 Acrescente no seu visual um boné, um chapéu ou um gorro ao
sair na rua à noite ou em dias úmidos e frios. Use uma manta,
echarpe ou um lenço no pescoço. Proteger a cabeça e a região
do pescoço pode evitar gripes , sinusites , dores de cabeça e
garganta.
 Fique atento às variações de temperatura. Em locais fechados
costuma-se sentir calor, agasalhe-se antes de sair ao “ar
livre”.-
 As pessoas com rinites alérgicas devem ficar atentas a
cobertores e blusas de lã que soltam pêlos. Substituí-los por
mantas de tecido sintético ou algodão pode auxiliar na
prevenção e minimizar os sintomas.
 Praticar exercícios físicos no inverno é uma boa opção para
estimular a respiração e a circulação sanguínea, reduzindo os
distúrbios respiratórios. Claro, sempre bem agasalhado e
seguindo recomendações médicas.
 Acrescente na sua alimentação temperos mais picantes, como a
pimenta, gengibre, o cravo e a canela. Eles geram calor interno
e auxiliam na eliminação de muco. O Gengibre pode ser
utilizado em sopas, chás ,sucos ou ralado nas saladas.
 Evite ambientes fechados e com muitas pessoas respirando o
mesmo ar. A tosse e o espirro podem conter vírus e bactérias,
facilitando a transmissão de doenças nestes locais.
 O inverno também é responsável pela chegada de crises
respiratórias, por isso, é importante limpar a casa
regularmente, com um pano umidecido com álcool ou água.
Evite usar espanadores, carpete e cortinas de tecido, pois os
mesmos acumulam muita poeira. Também é importante deixar
entrar ar e sol na casa, pois eles evitam o aparecimento de
fungos, que são responsáveis por várias doenças.
 Observe se os seus pés estão frios e úmidos. A noite antes de
deitar faça um escalda-pés. Coloque os pés na água quente
durante aproximadamente 15 min. Você terá uma excelente noite de sono!
Aproveite o inverno para ficar mais recolhido, ler, ver bons filmes e
dormir mais.
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Enxaqueca ou Migrânea

A enxaqueca ou migrânea é uma das formas mais comuns de cefaleias (dores de cabeça). A enxaqueca se caracteriza por uma dor pulsátil em um dos lados da cabeça (às vezes dos dois), geralmente acompanhada de fotofobia e fonofobia, náusea e vômito. A duração da crise varia de quatro a 72 horas, podendo ser mais curta em crianças. Segundo o Ministério da Saúde, de 5 a 25% das mulheres e 2 a 10% dos homens tem enxaqueca. A enxaqueca é predominante em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir, principalmente em mulheres. A enxaqueca pode ser dividida entre com aura ou sem aura, e essas em episódica ou crônica.

A enxaqueca crônica se caracteriza por cefaleia em 15 ou mais dias do mês, sendo oito dias com crises típicas de enxaqueca, por mais de três meses, na ausência de abuso de medicamentos.

Não existem exames que confirmem o diagnóstico de enxaqueca, seu diagnóstico é clínico (isto é, feito através de uma boa anamnese (entrevista) e exame físico). Exames são realizados para excluir algumas importantes (porém raras) causas de dores de cabeça.

Qual a localização da sua dor? Você apresenta algum outro sintoma junto com a dor? Qual a duração desses sintomas? Eles acontecem em ambos os lados do corpo? Se foram sintomas visuais, como são e em que momento se apresenta? Algum desses sintomas aparece antes de a dor começar?

Os outros membros da família têm enxaqueca ou outros tipos de dores de cabeça?Você usa medicamentos como pílulas anticoncepcionais ou vasodilatadores? Sua dor de cabeça começa depois que você faz muito esforço, ou após tossir ou espirrar?

Para ser diagnosticada a enxaqueca, com base nas diretrizes da Headache International Society o paciente precisa apresentar pelo menos cinco crises com essas características:

  • Crise de cefaleia durando de quatro a 72 horas (tratamento fracassado ou não realizado)
  • Cefaleia tendo pelo menos duas das seguintes características: unilateral, pulsátil, dor de intensidade moderada a intensa, dor agravada ou impedindo atividade física rotineira (caminhada, subir escadas, etc)
  • Durante a cefaleia, ocorrência de pelo menos um destes sintomas: náusea e vômitos, fotofobia e “fonofobia”.
  • Nenhum outro diagnóstico que explique a cefaleia.

 

 

Alimentos e bebidas que podem desencadear crises de enxaqueca: frituras e gorduras em excesso, chocolates, café, chá e refrigerantes à base de cola, aspartame (adoçante artificial), glutamato monossódico (tipo de sal usado como intensificador de sabor, principalmente em comida chinesa), excesso de álcool. Outros: queijos amarelos envelhecidos, frutas cítricas (principalmente laranja, limão, abacaxi e pêssego), carnes processadas,

Outros fatores que podem desencadear uma crise de enxaqueca:

  • Estresse
  • Jejum prolongado
  • Dormir mais ou menos do que o de costume
  • Mudanças bruscas de temperatura e umidade
  • Perfumes e outros odores muito fortes
  • Esforço físico
  • Luzes e sons intensos
  • Abuso de medicamentos, incluindo analgésicos
  • Fatores hormonais: é comum mulheres portadoras de enxaqueca apresentarem dor nas fases pré, durante ou após a menstruação. Esse tipo de migrânea é chamado de enxaqueca menstrual e tende a melhorar espontaneamente na menopausa. Muitas mulheres têm as crises pioradas, ou melhoradas, a partir do momento que iniciam o uso de anticoncepcionais orais (os hormônios interferem nas crises, porém sem uma regra clara)

Possíveis sintomas da crise de enxaqueca:

  • Crise de cefaleia durando de quatro a 72 horas, unilateral e pulsátil
  • Náusea
  • Vômitos
  • Bocejos
  • Irritabilidade
  • Sensibilidade à luz
  • Sensibilidade ao som
  • Sensibilidade ao movimento do corpo ou do ambiente.
  • Tontura
  • Fadiga
  • Mudanças de apetite
  • Problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras

Enxaqueca com aura

Pelo menos duas crises com a presença de sintomas “de aura”, como pontos luminosos ou perda e embaçamento da visão, formigamento, dormência e fraqueza no corpo e dificuldade na fala.

 

Tratamento de Enxaqueca

O melhor tratamento para qualquer patologia é ter um diagnóstico bem feito. Confirmando esse diagnóstico de enxaqueca, é importante descobrir se existe algum fator desencadeante, e se houver, evitá-lo.

Acupuntura é um ótimo tratamento para enxaqueca, tanto para reduzir a intensidade quanto a frequência das crises, muitas vezes espaçando as crises por um longo período de tempo.

Os medicamentos para prevenção da enxaqueca incluem neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos. A indicação, no entanto, dependerá de cada caso.

É recomendado que o paciente aprenda a conduzir o abortamento das crises, o que se faz utilizando-se uma dose adequada de analgésicos no momento certo (de preferência no momento que antecede a crise de dor propriamente dita, ou no início da percepção da aura, quando houver).

Siga as instruções de seu médico quanto a quais e com que frequência usar as medicações. Muitas pessoas desenvolvem piora do quadro de cefaleia em decorrência do uso abusivo de analgésicos e antiinflamatórios.

Diário da enxaqueca: pode ajudar a identificar qualquer coisa que possa desencadear enxaquecas com aura. Inclua no diário a data e a hora da enxaqueca, todos os alimentos que você comeu, atividades que você participou e medicamentos ingeridos; Fique atento e anote aos gatilhos psicológicos, como estresse e ansiedade;

Fatores indicativos de cronificação da enxaqueca: Uso excessivo de analgésicos, Consumo excessivo de cafeína, Obesidade, Roncos/ apnéia obstrutiva do sono, Eventos estressantes no ultimo ano, Comorbidades psiquiátricas, Outras desordens dolorosas como fibromialgia.

#Acupuntura pode ser uma boa terapêutica para tratar sua enxaqueca. Faça uma avaliação médica, procure um médico habilitado para cuidar de você!#

 

 

 

 

 

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Dor Crônica

Estudos mostram que a prevalência de Dor Crônica na população geral varia de 30 a 40%, e estima-se que esses indivíduos procuram os serviços de saúde até 5 vezes mais do que a população geral. Para obter uma boa resposta no tratamento de pessoas portadoras de dor crônica, é necessário antes de tudo conhecer as características destas pessoas. Iniciar com uma boa anamnese (entrevista/conversa), exame físico, e fazer um diagnóstico adequado.

A partir do momento em que se estabelece uma passagem da dor aguda para a dor crônica, esta passa de um sintoma para uma síndrome, constituindo em si, uma verdadeira doença. Se esta não for tratada, o doente centra-se na sua dor, podendo evoluir até para a total incapacidade.

Enxaqueca, Fibromialgia, Lombalgia, Cervicalgia, Hérnias De Disco, Queimação e Dormência nas Pernas ou nos braços, Dor No Ombro, Ombro Congelado, Bursites, Tendinites, Fasceíte Plantar Ou Dores Nos Pés, Bruxismo, Dor Orofacial, Cefaléias, Artrite Reumatóide, Osteoartrite, Dor No Joelho, Dor No Quadril, Dor Pélvica, Dor Neuropática … Você já sentiu ou conhece alguém que se queixa de alguma destas dores?

Definição de Dor: Sensação e experiência emocional desagradável associada à lesão tecidual, real ou potencial, ou descrita em termos desta lesão.

Dor aguda: sinal de aviso essencial à sobrevivência ou ameaça à integridade. De curta duração, permitindo ao organismo responder a um estímulo e defender-se,

É indiscutível a importância da dor no desenvolvimento do ser humano, sendo a sua função inicial informar sobre um perigo ou instabilidade do organismo. O problema surge quando a dor persiste após a eliminação de sua causa, não cumprindo mais qualquer papel relevante à sobrevivência do indivíduo ou sequer ao seu desenvolvimento pessoal.

Dor crônica: de difícilidentificação temporal e /ou causal, causasofrimento, podendo manifestar-se com várias características e gerar diversos estados patológicos. Considera-se uma evolução de quadro doloroso pormais de 3-6 meses, e pode ocorrer de forma contínua ou recorrente.

“A dor procura o outro, procura escuta, cantato, palavras, uma linguagem que a contenha e que a torne “suportável”… procura sentido para poder ser sentida“. (Manuela Fleming)

A pessoa portadora de dor crônica tende a ser mal-compreendida, em processo de sofrimento a muito tempo. Através de mecanismos neurofisiológicos, endócrinos, metabólicos, a dor,  mantida por um longo período, costuma cursar com distúrbios do sono, depressão, ansiedade, irritabilidade, cansaço, perda de apetite, perda de peso, diminuição da imunidade, falta de concentração, além de outros sintomas. É comum que no decorrer do tempo essas pessoas já estejam, sem paciência, sem esperanças, sem energia ou vitalidade.

Pessoas que sofrem de dor crônica mudam constantemente de médicos, consultam diversos especialistas, buscando uma cura para sua dor. Antes de chegar em um especialista em dor já consultaram em média 7 outros especialistas focais.

Frente a pessoas portadoras de dor, médicos, fisioterapeutas, psicólogos, amigos e familiares buscam as mais diversas soluções buscando meios que acreditam ser a melhor intervenção para ajudá-lo. No meio do caminho, estes indivíduos, costumam realizar diversos exames (mais ou menos nocivos), além de experimentarem diversos tratamentos, entre eles cirurgias. Muitas vezes esses procedimentos geram sequelas/ iatrogenias, muitas vezes apenas aumentam sua frustração por não terem seus problemas resolvidos. Acredite, nem todo profissional de saúde tem formação adequada ou mecanismos pessoais para lidar com a complexidade da dor crônica.

Ninguém ousa dizer que é fácil tratar de pessoas com diagnóstico de dor crônica. Se alguém prometer um resultado mágico, não acredite. Quanto mais se pesquisa dor, mais certeza se tem de que os mecanismos de dor são extremamente complexos, uma soma de fatores diversos (que vai da qualidade e localização da dor a tendências genéticas, hábitos, resiliência, profissão, vivências da infância, relações familiares, alimentação…) e a resposta de um indivíduo a dor, nunca será igual a de outro.

Cada vez mais se discute que tanto um profissional que lida com pacientes com dor crônica, quanto o próprio paciente, devem desenvolver antes de tudo uma boa relação médico-paciente,  com muita confiança e empatia envolvidas. Ambas as partes devem saber que o tratamento será longo, e  por isso é necessário desenvolver paciência e ter persistência. Nem sempre a solução será encontrada na primeira tentativa, e sim, serão tentativas de buscar o melhor tratamento que se adeque especificamente ao indivíduo. Nem sempre haverá cura, mas haverá melhora. O paciente precisa entender que ele é tão responsável pelo tratamento quanto o próprio médico. As decisões devem ser tomadas de forma conjunta.

Persistir com uma vida social ativa, bem como a prática regular de atividade, quase sempre auxiliam na melhora do quadro doloroso. E sim, falaremos sobre assuntos que o incomodam, mas também juntos, buscaremos soluções. Talvez uma avaliação de outros profissionais seja indicada, e tudo bem!

Se você ou algum familiar se encaixam nessas definições, busque ajuda de um profissional! 

Na Semente Cristal podemos ajudá-lo! Agende uma consulta!

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Fibromialgia (Síndrome dolorosa miofascial)

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa,  caracterizada por sono inadequado, fadiga, dor e rigidez generalizada nos tecidos moles, incluindo músculos, tendões e ligamentos.

Sono inadequado, estresse, distensões, lesões e, possivelmente, certas características da personalidade podem aumentar o risco da fibromialgia.

A dor é generalizada e algumas partes do corpo ficam sensíveis ao toque.

A fibromialgia é diagnosticada quando a pessoa sente dor em áreas específicas do corpo e possui sintomas típicos.

Medidas gerais que geralmente auxiliam são a melhora na qualidade do sono, praticar exercícios, compressas quentes e massagens.

A fibromialgia é cerca de sete vezes mais comum entre mulheres. Ela geralmente ocorre em mulheres jovens ou de meia-idade, mas também pode ocorrer em homens, crianças e adolescentes.

A fibromialgia não é perigosa nem representa risco à vida. No entanto, os sintomas persistentes podem ser muito perturbadores.

Causas

A causa da fibromialgia não é clara. Porém, certos quadros clínicos podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Entre elas estão sono inadequado, esforços repetitivos, lesão e exposição repetida à umidade ou frio. O estresse mental também pode contribuir. Porém, o estresse em si pode não ser o problema. A forma como as pessoas reagem ao estresse parece ser mais relevante.

Algumas doenças podem preceder a fibromialgia como a artrite reumatoide , lúpus eritematoso sistêmico (lúpus), infecções virais, doença de Lyme ou ainda eventos traumáticos.

Sintomas

A maioria das pessoas sentem rigidez, dor e desconforto generalizados. Os sintomas podem ocorrer por todo o corpo. Qualquer tecido mole (músculos, tendões e ligamentos) pode ser afetado. Entretanto, os tecidos moles do pescoço, região superior do ombro, tórax, caixa torácica, região lombar, coxas, braços e áreas ao redor de algumas articulações são especialmente suscetíveis a ficarem doloridos. Menos frequentemente, as pernas, mãos e pés ficam doloridos e rígidos. Os sintomas podem ocorrer periodicamente (em crises) ou a maior parte do tempo (cronicamente).

Muitas pessoas afetadas não dormem bem e se sentem ansiosas, deprimidas e cansadas. Elas também podem ter enxaqueca ou cefaleia tensional, cistite intersticial (um tipo de inflamação da bexiga que causa dor ao urinar) e síndrome do intestino irritável (com um pouco de constipação, diarreia, desconforto abdominal e inchaço – veja Síndrome do intestino irritável ).

Os mesmos quadros clínicos que podem contribuir para o desenvolvimento da fibromialgia também podem fazer os sintomas piorarem. Eles incluem estresse emocional, sono inadequado, lesão, exposição à umidade ou frio e fadiga. O medo de que os sintomas representem uma doença grave também pode agravá-los.

Diagnóstico

É necessário excluir doenças como o hipotireoidismo, polimialgia reumática ou outra doença muscular como causa dos sintomas. Mas nenhum exame pode confirmar o diagnóstico da fibromialgia.

O diagnóstico é clínico, baseado no padrão e na localização da dor.

Tratamento

O tratamento adequado inclui abordagem multiprofissional, e pode incluir médico acupunturista, fisioterapeuta, educador físico, nutricionista, psicólogo. As vezes é necessário fazer o uso de algumas medicações. A acupuntura é um dos métodos mais efetivos no tratamento da fibromialgia.

As pessoas sentem-se melhor com algumas medidas:

  • Reduzir o estresse, incluindo o reconhecimento de que não há nenhuma doença subjacente que represente risco à vida causando a dor;
  • Alongar os músculos afetados delicadamente (mantendo os alongamentos por 30 segundos e repetindo o processo cinco vezes);
  • Fazer exercícios para aprimorar o condicionamento físico (exercícios aeróbicos) e aumentar sua intensidade gradualmente (por exemplo, natação ou exercícios em uma esteira, bicicleta ergométrica ou máquina elíptica);
  • Aplicar compressa quente ou massagear suavemente a área afetada;
  • Manter a região aquecida;
  • Dormir o tempo necessário e melhorar a qualidade do sono.
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Monge André

Padre André ensina a receita para o “Caminho da Libertação”

Canadense que há 20 anos frequenta Gravatal, monge André fala sobre o encontro da alma, que se dá através da tomada de consciência.

 

Padre André Millete, 78 anos, completa em 2018 seus 50 anos de sacerdócio. Natural do Canadá, conheceu Gravatal há pouco mais de 20 anos, atraído pelo trabalho do médico acupunturista Geferson Calvette (Semente Cristal),nunca mais parou de visitar a região. Neste longo período fez diversos amigos por aqui e divulga seu trabalho de saúde holística como missioneiro, sacerdote e monge. Fala nesta entrevista sobre o encontro da Alma, que se dá através da tomada de consciência, o que chama de “Caminho para Libertação “.

A entrevista completa você acompanha neste sábado, a partir das 7h, no programa Estúdio Verde Vale, em 91.9 FM.

Leia mais na Folha do Vale.

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STJ e a prática não-médica de Acupuntura

Com relação à prática leiga, não-médica, da Acupuntura e às solicitações de concessão de registros e licenciamentos de consultórios de leigos pelas Secretarias de Estado de Saúde para este fim, o Superior Tribunal de Justiça já firmou jurisprudência, ao afirmar que, por inexistir lei que reconheça e regulamente uma profissão própria de “acupuntor”, não há como inquinar de ilegal a conduta da Secretaria de Saúde de rejeitar tais pedidos de registro. E quanto aos argumentos de haveria cursos profissionalizantes com registro em Secretaria Estadual de Educação, o relator, Ministro Castro Filho, é claro e definitivo: ter formação técnica não implica, necessariamente, a habilitação para o exercício de profissão. “O inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. E não há lei regulamentando atividade relativa à acupuntura.” (STJ – ROMS nº 11.272, 2a T., rel. Min. Castro Filho, DJU I 04.06.2001).

Necessário se faz entender bem esta última afirmação; “não há lei regulamentando a atividade relativa à Acupuntura”, porque ela não é no Brasil (e nem na China) uma profissão autônoma; mas obviamente há leis que regulamentam o atendimento, diagnóstico, prescrição e tratamento de doentes, seja fármaco-medicamentoso ou cirúrgico-invasivo.

A Acupuntura, como vimos anteriormente, jamais foi profissão autônoma; constitui-se, isto sim, em área especializada do conhecimento médico, exigindo, para seu exercício ético e responsável, prévio aprendizado de diversos campos da ciência médica clínica. Assim, no relativo ao inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal, que assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, deve-se considerar o milenar entendimento da nação chinesa, coincidente com o contemporâneo entendimento do Conselho Federal de Medicina: as qualificações profissionais necessárias para emprego de tratamento acupuntural são capacidade e autorização legal para estabelecer diagnóstico clínico-etionosológico, para prescrever conseqüente tratamento fármaco-medicamentoso ou cirúrgico-invasivo e para executar procedimento cirúrgico-invasivo – ou seja, graduação prévia em Medicina (exceção feita à Odontologia, que é a Medicina Bucal, na sua área própria de atuação); pois só é possível o exercício de especialização médica tendo-se obtido prévia graduação. A qualificação profissional que a lei estabelece para o exercício de uma especialidade médica é a prévia graduação e registro em Conselho Regional de Medicina (Lei nº 3.268/57). Inexiste lei que regulamente a Acupuntura, como inexiste lei que regulamente a Ortopedia, ou a Cardiologia, ou Neurocirurgia. Inexiste lei que regulamente qualquer destas ou outras especialidades médicas, pelo simples motivo de que não são as leis federais que regulamentam as especialidades médicas e sim as resoluções do Conselho Federal de Medicina, no uso da atribuição que lhe confere a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958.

Finalmente, com relação à questão de quem deve ser o responsável técnico por um serviço de Acupuntura, devido a todas pormenorizadas considerações anteriores, resulta claro que só poderá ser o profissional que tecnicamente detenha o conhecimento, treinamento, certificação e autorização legal para estabelecer diagnóstico clínico-etionosológico e prognóstico, para prescrever e executar tratamento cirúrgico invasivo e que seja comprovadamente especializado em Acupuntura; ou seja, o médico, com registro profissional no respectivo Conselho Regional de Medicina e que seja portador de Título de Especialista em Acupuntura emitido pela Associação Médica Brasileira, também devidamente registrado no mesmo CRM.

Ainda com relação à Vigilância Sanitária, cabe aqui uma última observação: o uso de agulhas estéreis descartáveis para os procedimentos de Acupuntura é fortemente recomendável; o uso de material sem a devida e correta esterilização – mesmo que “kits” ou “estojos individuais” – são fatores de risco para disseminação de infecções, conforme farta bibliografia disponível.

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Acupuntura é eficaz contra dores crônicas no pescoço

Estudo realizado por uma pesquisadora da Unicamp em um serviço público de saúde no município espanhol de Dos Hermanas, na província de Sevilha, atesta a eficácia da Acupunutra para o tratamento da cervicalgia crônica, uma queixa comum na população de adultos em todo o mundo, caracterizada pelas dores no pescoço.

A pesquisa feita pela cirurgiã-dentista Camila da Silva Gonçalo investigou a história clínica de cem pacientes e conclui que a acupuntura pode ser uma opção válida também no Brasil, aonde esta terapia vem ganhando espaço no serviço público de saúde.

Segundo Camila, trata-se de um recurso adicional ao tratamento convencional, pois no estudo foi constatada uma redução significativa da intensidade da dor, do consumo de analgésicos e das desordens do sono, entre outros fatores. “São poucos os trabalhos realizados na área odontológica, relacionando práticas integrativas e complementares em saúde pública e, por isso, quis investigar o assunto. Pelos resultados, acredito que a prática poderia reduzir os custos do sistema público de saúde”, destaca a cirurgiã-dentista.

Acupuntura contra dores crônicas

Camila passou seis meses na Espanha, com acompanhamento do professor Jorge Vas, da Universidade de Málaga, para desenvolver a pesquisa de mestrado apresentada na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), sob orientação do professor Antonio Carlos Pereira.

A experiência, segundo ela, foi única, uma vez que o serviço de saúde onde estagiou tem como foco central o tratamento de dores crônicas. “É uma unidade de saúde onde se aplicam a acupuntura e outros recursos da medicina tradicional chinesa”, explica. Todos os voluntários fizeram, em média, oito sessões de acupuntura e apresentavam quadro de dor por mais de três meses.

Pontos de acupuntura

A pesquisa de Camila traz também dois estudos de revisão. Um deles trata de uma compilação sistemática de acupontos – pontos onde são aplicadas a agulhas da acupuntura – localizados em áreas do corpo que podem ser puncionadas durante o atendimento clínico odontológico. O outro traz uma revisão das observações clínicas sobre a eficácia do uso da acupuntura e auriculoterapia aplicadas à odontologia.

Segundo ela, vários achados interessantes resultaram deste levantamento. Por exemplo, no estímulo da produção de saliva em pacientes que realizam radioterapia e sofrem com a boca seca; na melhora do reflexo faríngeo ao diminuir náusea dos pacientes que precisam fazer a moldagem de próteses; e, até mesmo, na redução da ansiedade para melhor qualidade no atendimento odontológico.

fonte: CMBA

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Escolha o profissional certo para tratá-lo!

Esclarecimento quanto ao exercício da Acupuntura

O Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura – CMBA, vem esclarecer que o exercício desta especialidade é de natureza multiprofissional, uma vez que tanto a legislação brasileira quanto a legislação da China – seu berço de origem e local de maior prática no mundo – consideram ser legalmente permitido somente a três profissionais seu exercício: médicos, médicos veterinários e cirurgiões-dentistas, cada qual em sua área legal de competência e atuação.

A razão legal é simples e objetiva: a Acupuntura constitui-se em uma especialidade terapêutica que executa manejo clínico de pacientes. E o que é tecnicamente necessário e indispensável para executar de maneira adequada, própria e segura tal  manejo? É necessário que o profissional esteja tecnico-científicamente preparado, e legalmente autorizado a:

  1. Realizar anamnese e exame físico do paciente e solicitar exames complementares de natureza diversa com a finalidade de, sabendo analisar e interpretar adequadamente as informações originárias destes três, elaborar diagnóstico nosológico;
  2. A partir do diagnóstico nosológico estabelecer o prognóstico para as diversas abordagens terapêuticas aventáveis para determinada situação patológica;
  3. A partir do prognóstico prescrever os tratamentos mais apropriados e efetivos, sejam de natureza farmacológica ou cirúrgico-invasiva, estabelecendo quais seriam o tratamento principal, ou mesmo único, e os tratamentos complementares;
  4. Executar tratamento invasivo.

Justamente ratificando estes princípios legais expressos explicitamente pelas leis brasileiras, recentes decisões judiciais dos nossos Tribunais Superiores vêm dissipando toda e qualquer dúvida sobre este tema do exercício profissional da Acupuntura, evidenciando que esta especialidade terapêutica não pode ser realizada por qualquer outro profissional, senão os profissionais da medicina, medicina veterinária e odontologia, cada qual na sua área própria e legal de atuação, exatamente porque apenas os profissionais destas três áreas das ciências médicas têm expressamente autorização legal para estabelecer diagnósticos nosológicos e consequentes prognósticos, derivar do prognóstico a prescrição dos tratamentos apropriados e realizar intervenções invasivas – instâncias estas próprias, encadeadas e indispensáveis para o exercício da especialidade terapêutica Acupuntura.

Tais decisões judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1a Região, por meio de acórdãos que determinam, por unanimidade, que as Resoluções dos Conselhos Federais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, de Enfermagem, de Psicologia, de Farmácia, de Fonoaudiologia, de Biomedicina e de Educação Física que estabeleciam ser a Acupuntura especialidade terapêutica permitida aos profissionais regidos por estes citados Conselhos, são Resoluções ilegais – por transbordarem de maneira imprópria e ilícita os limites das leis federais para cada uma daquelas profissões – e determinaram, por esta razão, que tais Resoluções estão totalmente anuladas.

Além disso, estas decisões já foram confirmadas e corroboradas pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal para a Psicologia, Enfermagem e Fonoaudiologia, nos mesmos termos das decisões do Tribunal Regional Federal, tendo então já transitado em julgado para estas três profissões e também para a Farmácia, cujos recursos judiciais foram inadmitidos para aqueles dois citados Tribunais Superiores.

Os recursos judiciais da Fisioterapia, da Biomedicina e da Educação Física aos Tribunais Superiores ainda não foram admitidos nem apreciados; portanto, tais ações ainda não transitaram em julgado, mas é indispensável esclarecer que toda e qualquer decisão do Tribunal Regional Federal é, de imediato à sua publicação, totalmente atuante e  efetiva, só cessando tais efeitos no caso de decisão contrária estabelecida por ocorrência de julgamento nos Tribunais Superiores, o que, até o momento, não ocorreu.

Sumarizando: no Brasil, pela legislação vigente, devidamente corroborada por decisões judiciais específicas para este tema expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1a Região, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, somente é legal o exercício da especialidade Acupuntura pelos profissionais da medicina, da medicina veterinária e da odontologia – cada qual em seu campo próprio de atuação, também definidos por lei.

Fonte: http://www.cmba.org.br/materias.asp?id=21&materia=55&conteudo=Esclarecimento+quanto+ao+exerc%C3%ADcio+da+Acupuntura

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Serviços de SPA

  • Massoterapia (Abyanga, Detox, Massagem Com Pedras Quentes, Reflexologia, Máscara Facial De Argila, Massagem Localizada, Massagem Com Ventosas, relaxante, terapêutica, desportiva, drenagem linfática, gestante, pré e pós operatório)
  • Spa para os pés – reflexologia + escalda-pés
  • Cromoterapia

Rituais faciais – acupuntura estética, máscara de argila, hidratação

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As 15 perguntas que todo paciente deve fazer para seu médico

Propostas e movimentos de empoderamento dos pacientes vêm sendo discutidos em sociedades médicas e em entidades não governamentais

Saiu em Gaúcha ZH Vida

A medicina em que médicos e pacientes ocupam lugares distantes na “mesa de negociações” começa a perder espaço em consultórios, clínicas e hospitais do Brasil. Ainda que incipientes no país, se comparados à realidade de outras nações, propostas e movimentos de empoderamento dos pacientes vêm sendo discutidos em sociedades médicas e em entidades não governamentais. A ideia é que as pessoas, ao buscarem os serviços de saúde – sejam públicos ou privados – tenham um entendimento mais claro e objetivo dos caminhos a percorrer, tanto quando se fala em evitar danos quanto na busca pela cura, perdendo a passividade diante das decisões tomadas ao longo desse percurso. Não se trata de jogar ao paciente a responsabilidade das definições médicas, mas de torná-lo mais protagonista dos processos, cujos resultados, naturalmente, têm nele o maior afetado.

Esse empoderamento se traduz em ações que evitam procedimentos desnecessários e promovem uma revisão das condutas médicas, até então pouco questionadas pela sociedade. No Brasil, não se costuma debater com o médico. As escolas de medicina do país não têm a tradição de valorizar o envolvimento do doente e das famílias nas decisões, tampouco dão munição aos futuros médicos para que tenham uma boa comunicação com seus pacientes.

Choosing Wisely (Escolhendo Sabiamente, em tradução livre) é uma iniciativa da Abim Foundation, entidade criada pelo Conselho Americano de Medicina Interna em 1989, cujas proposições pretendem melhorar o atendimento em saúde, com o estabelecimento de condutas mais preocupadas com o bem-estar e o protagonismo do paciente. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre é um dos três centros do Brasil que estão mais avançados na sistematização dessas sugestões.

Poder em três frentes

Barcellos explica que, basicamente, há três frentes de ações que promovem essa nova forma de fazer medicina, de acordo com a Choosing Wisely. Uma delas, que não chega a ser novidade, mas ainda tem pouco alcance, pede às sociedades médicas que façam uma autocrítica – e também promovam isso entre seus associados – sobre o excesso de intervenções nos tratamentos de saúde. O propósito evidente é frear procedimentos que pouco modificam resultados. Assim como em países onde isso está mais consolidado, como Canadá e Estados Unidos, gera-se uma lista de recomendações e espera-se que ela seja colocada em pauta.

Noutra ponta, a promoção das ideias da Choosing Wisely incentiva que profissionais e instituições da área da saúde traduzam as recomendações e os procedimentos de forma adequada e clara, lançando mão de recursos, como vídeos e peças gráficas, que facilitem ao máximo a compreensão e fujam de linguagens técnicas.

A terceira frente na promoção de uma medicina mais próxima dos pacientes é que clínicas e hospitais também discutam condutas e gerem referências sobre o que se deve ou não evitar no cotidiano de assistência. Isso, além de assegurar o bem-estar daqueles que dependem do atendimento, pode garantir economia nas redes de saúde e, inclusive, redução de adversidades.

Barcellos usa como exemplo a prática de fazer exames de sangue diariamente em pacientes internados, mesmo que não haja um quadro específico que a justifique. No Clínicas, já se preconiza individualizar mais essa conduta, considerando particularidades de cada pessoa. Numa UTI, explica Barcellos, essa atitude sistêmica pode representar a retirada de até 50ml de sangue diariamente de um paciente crítico.

— A coleta de sangue pode ser, por si só, a causa do desenvolvimento de anemia no hospital. Então, se essa conduta diária não vai influenciar no resultado final de um tratamento nem mudar nada, ela só é uma coleta de sangue — diz Barcellos.

Empodere-se

A Organização Pan-Americana da Saúde destaca 10 perguntas-chave que o paciente precisa fazer para ampliar a segurança nos serviços de saúde:

1 – Qual o nome do problema que tenho? Qual é o meu diagnóstico?
2 – Quais são as minhas opções de tratamento?
3 – Quais são as minhas chances de cura?
4 – Como é realizado o exame ou procedimento?
5 – Quando e como receberei os resultados do exame?
6 – Como se soletra o nome do medicamento prescrito?
7 – Quantas vezes ao dia e por quanto tempo devo usar esse medicamento?
8 – É possível que haja alguma reação a esse medicamento?
9 – Posso usar esse medicamento junto com outros que já utilizo, com algum alimento ou líquido?
10 – O tratamento mudará minha rotina diária?

A Choosing Wisely sugere que o paciente faça cinco perguntas básicas aos médicos:

1 – Preciso realmente deste teste, tratamento ou procedimento?
Os testes podem ajudar você e seu médico ou outro profissional de saúde a determinar o problema. Tratamentos (como medicamentos) e procedimentos podem ajudar a tratá-lo.

2 – Quais são os riscos?
Indague sobre efeitos colaterais e chances de obter resultados que não são os esperados e também se há possibilidade de o procedimento levar a mais testes e tratamentos adicionais.

3 – Existem opções mais simples e seguras?
Existem opções para o tratamento que poderiam funcionar? As mudanças de estilo de vida, como comer alimentos saudáveis ou exercitar-se mais, podem ser opções seguras e eficazes.

4 – O que acontece se eu não fizer nada?
Pergunte se a sua condição pode piorar — ou melhorar — se você não fizer um teste, tratamento ou procedimento imediatamente.

5 – Quais são os custos?
Os custos podem ser financeiros, emocionais e inclusive de tempo. Deve-se questionar se há um custo para a comunidade, se é razoável ou se existe uma alternativa mais barata.

O empoderamento do paciente é uma tendência observada em todos os âmbitos da promoção da saúde, desde a escolha da medicação em uma situação pontual, a orientações em doenças crônicas até o momento de adotar apenas cuidados paliativos. No caso das doenças crônicas, é prover o doente de condições e informações para que ele possa ter domínio da própria condição.

— Empoderamento da pessoa com doença crônica é cuidar de si, buscando saber quais são as necessidades do corpo e da mente, melhorando o estilo de vida, para evitar hábitos nocivos, desenvolver uma alimentação sadia, conhecer e controlar os fatores de risco que levam às doenças e adotar medidas de prevenção — resume o professor associado da Universidade Estadual do Ceará Andrea Caprara, médico e PhD em Antropologia Médica pela Universidade de Montreal (Canadá).

O professor ressalta o modelo de cuidados crônicos desenvolvido pelo médico Thomas Bodenheimer, do Departamento de Medicina Comunitária Familiar da Universidade da Califórnia, em que se atua em três esferas: a comunidade, com as suas políticas e recursos, o sistema de saúde, e a organização desse sistema.

Os princípios desse modelo apontam para a melhoria na qualidade do atendimento em casos de doenças crônicas por meio de uma abordagem proativa capaz de prever e antecipar possíveis complicações, com envolvimento dos pacientes, da família e da comunidade. No Brasil, a Política Nacional de Atenção Básica (Pnab) propõe que sejam organizadas ações de saúde no âmbito individual e coletivo, que abranjam a promoção e a proteção da saúde, mas nem sempre isso se estabelece na prática.

— Muitas vezes, a rede de atenção à saúde é organizada de forma fragmentada e não está centrada nas necessidades da população. Além disso, cada usuário percebe seu próprio adoecimento, em seu contexto de vida, de forma singular. Por isso, a importância da sensibilidade do profissional de saúde para perceber cada um como único e, dessa maneira, adaptar a forma de atenção — analisa.

Protagonismo inclusive no fim da vida

Criada há pouco mais de dois anos, a Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH) tem trabalhado para promover o empoderamento do paciente também no ambiente hospitalar, inclusive nas situações mais adversas, de quadros graves e irreversíveis. Nesse contexto, o empoderamento se estende não só ao paciente, mas também às famílias.

— Isso significa dar subsídios técnicos e reflexivos para que o paciente, com seu núcleo familiar, possa, ao lado da equipe médica assistencial, tomar as melhores decisões, pautadas nas melhores evidências científicas, na experiência dos médicos assistentes e em seu conjunto de valores — explica Paulo Paim, médico e presidente da (ABMH).

Nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), afirma Paim, as decisões são cruciais em razão da gravidade dos casos e das desproporcionais expectativas de resultados produzidas, entre outros fatores, pela forte emoção diante do agravamento dos quadros.

— Quando o paciente e seus familiares apoderam-se de conhecimento técnico e das experiências da equipe assistente, eles podem tomar decisões mais sóbrias e assertivas em relação à forma de conduzir o caso. Podem, de maneira mais clara, optar por aceitarem ou não determinados métodos diagnósticos ou terapêuticos, levando em consideração variáveis do prognóstico e o desconforto que esses métodos podem causar e o resultado real que impactará em sobrevida ou no controle de sintomas — diz.

Um dos entraves para que essa tendência se dissemine com mais rapidez no sistema de saúde do Brasil é, na avaliação de Paim, a falta de tempo durante a interação médico-paciente. As consultas são rápidas demais, e a visita do médico aos leitos, em muitos casos, não excede 10 minutos. Para o médico, é preciso batalhar para uma medicina com maior tempo a ser dedicado aos pacientes e avaliar os modelos de financiamento da saúde, que acabam por ditar as regras, nem sempre estabelecidas com foco na real necessidade das pessoas.

— O diálogo técnico com uma alta dose de empatia certamente gera consensos mais maduros e com menor probabilidade de erros — conclui Paim.

Leia a matéria na íntegra em https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2017/10/as-15-perguntas-que-todo-paciente-deve-fazer-para-seu-medico-cj99xpkvu064501qncdo6fhbx.html

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