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STJ e a prática não-médica de Acupuntura

Com relação à prática leiga, não-médica, da Acupuntura e às solicitações de concessão de registros e licenciamentos de consultórios de leigos pelas Secretarias de Estado de Saúde para este fim, o Superior Tribunal de Justiça já firmou jurisprudência, ao afirmar que, por inexistir lei que reconheça e regulamente uma profissão própria de “acupuntor”, não há como inquinar de ilegal a conduta da Secretaria de Saúde de rejeitar tais pedidos de registro. E quanto aos argumentos de haveria cursos profissionalizantes com registro em Secretaria Estadual de Educação, o relator, Ministro Castro Filho, é claro e definitivo: ter formação técnica não implica, necessariamente, a habilitação para o exercício de profissão. “O inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. E não há lei regulamentando atividade relativa à acupuntura.” (STJ – ROMS nº 11.272, 2a T., rel. Min. Castro Filho, DJU I 04.06.2001).

Necessário se faz entender bem esta última afirmação; “não há lei regulamentando a atividade relativa à Acupuntura”, porque ela não é no Brasil (e nem na China) uma profissão autônoma; mas obviamente há leis que regulamentam o atendimento, diagnóstico, prescrição e tratamento de doentes, seja fármaco-medicamentoso ou cirúrgico-invasivo.

A Acupuntura, como vimos anteriormente, jamais foi profissão autônoma; constitui-se, isto sim, em área especializada do conhecimento médico, exigindo, para seu exercício ético e responsável, prévio aprendizado de diversos campos da ciência médica clínica. Assim, no relativo ao inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal, que assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer, deve-se considerar o milenar entendimento da nação chinesa, coincidente com o contemporâneo entendimento do Conselho Federal de Medicina: as qualificações profissionais necessárias para emprego de tratamento acupuntural são capacidade e autorização legal para estabelecer diagnóstico clínico-etionosológico, para prescrever conseqüente tratamento fármaco-medicamentoso ou cirúrgico-invasivo e para executar procedimento cirúrgico-invasivo – ou seja, graduação prévia em Medicina (exceção feita à Odontologia, que é a Medicina Bucal, na sua área própria de atuação); pois só é possível o exercício de especialização médica tendo-se obtido prévia graduação. A qualificação profissional que a lei estabelece para o exercício de uma especialidade médica é a prévia graduação e registro em Conselho Regional de Medicina (Lei nº 3.268/57). Inexiste lei que regulamente a Acupuntura, como inexiste lei que regulamente a Ortopedia, ou a Cardiologia, ou Neurocirurgia. Inexiste lei que regulamente qualquer destas ou outras especialidades médicas, pelo simples motivo de que não são as leis federais que regulamentam as especialidades médicas e sim as resoluções do Conselho Federal de Medicina, no uso da atribuição que lhe confere a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958.

Finalmente, com relação à questão de quem deve ser o responsável técnico por um serviço de Acupuntura, devido a todas pormenorizadas considerações anteriores, resulta claro que só poderá ser o profissional que tecnicamente detenha o conhecimento, treinamento, certificação e autorização legal para estabelecer diagnóstico clínico-etionosológico e prognóstico, para prescrever e executar tratamento cirúrgico invasivo e que seja comprovadamente especializado em Acupuntura; ou seja, o médico, com registro profissional no respectivo Conselho Regional de Medicina e que seja portador de Título de Especialista em Acupuntura emitido pela Associação Médica Brasileira, também devidamente registrado no mesmo CRM.

Ainda com relação à Vigilância Sanitária, cabe aqui uma última observação: o uso de agulhas estéreis descartáveis para os procedimentos de Acupuntura é fortemente recomendável; o uso de material sem a devida e correta esterilização – mesmo que “kits” ou “estojos individuais” – são fatores de risco para disseminação de infecções, conforme farta bibliografia disponível.

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Acupuntura é eficaz contra dores crônicas no pescoço

Estudo realizado por uma pesquisadora da Unicamp em um serviço público de saúde no município espanhol de Dos Hermanas, na província de Sevilha, atesta a eficácia da Acupunutra para o tratamento da cervicalgia crônica, uma queixa comum na população de adultos em todo o mundo, caracterizada pelas dores no pescoço.

A pesquisa feita pela cirurgiã-dentista Camila da Silva Gonçalo investigou a história clínica de cem pacientes e conclui que a acupuntura pode ser uma opção válida também no Brasil, aonde esta terapia vem ganhando espaço no serviço público de saúde.

Segundo Camila, trata-se de um recurso adicional ao tratamento convencional, pois no estudo foi constatada uma redução significativa da intensidade da dor, do consumo de analgésicos e das desordens do sono, entre outros fatores. “São poucos os trabalhos realizados na área odontológica, relacionando práticas integrativas e complementares em saúde pública e, por isso, quis investigar o assunto. Pelos resultados, acredito que a prática poderia reduzir os custos do sistema público de saúde”, destaca a cirurgiã-dentista.

Acupuntura contra dores crônicas

Camila passou seis meses na Espanha, com acompanhamento do professor Jorge Vas, da Universidade de Málaga, para desenvolver a pesquisa de mestrado apresentada na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), sob orientação do professor Antonio Carlos Pereira.

A experiência, segundo ela, foi única, uma vez que o serviço de saúde onde estagiou tem como foco central o tratamento de dores crônicas. “É uma unidade de saúde onde se aplicam a acupuntura e outros recursos da medicina tradicional chinesa”, explica. Todos os voluntários fizeram, em média, oito sessões de acupuntura e apresentavam quadro de dor por mais de três meses.

Pontos de acupuntura

A pesquisa de Camila traz também dois estudos de revisão. Um deles trata de uma compilação sistemática de acupontos – pontos onde são aplicadas a agulhas da acupuntura – localizados em áreas do corpo que podem ser puncionadas durante o atendimento clínico odontológico. O outro traz uma revisão das observações clínicas sobre a eficácia do uso da acupuntura e auriculoterapia aplicadas à odontologia.

Segundo ela, vários achados interessantes resultaram deste levantamento. Por exemplo, no estímulo da produção de saliva em pacientes que realizam radioterapia e sofrem com a boca seca; na melhora do reflexo faríngeo ao diminuir náusea dos pacientes que precisam fazer a moldagem de próteses; e, até mesmo, na redução da ansiedade para melhor qualidade no atendimento odontológico.

fonte: CMBA

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Escolha o profissional certo para tratá-lo!

Esclarecimento quanto ao exercício da Acupuntura

O Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura – CMBA, vem esclarecer que o exercício desta especialidade é de natureza multiprofissional, uma vez que tanto a legislação brasileira quanto a legislação da China – seu berço de origem e local de maior prática no mundo – consideram ser legalmente permitido somente a três profissionais seu exercício: médicos, médicos veterinários e cirurgiões-dentistas, cada qual em sua área legal de competência e atuação.

A razão legal é simples e objetiva: a Acupuntura constitui-se em uma especialidade terapêutica que executa manejo clínico de pacientes. E o que é tecnicamente necessário e indispensável para executar de maneira adequada, própria e segura tal  manejo? É necessário que o profissional esteja tecnico-científicamente preparado, e legalmente autorizado a:

  1. Realizar anamnese e exame físico do paciente e solicitar exames complementares de natureza diversa com a finalidade de, sabendo analisar e interpretar adequadamente as informações originárias destes três, elaborar diagnóstico nosológico;
  2. A partir do diagnóstico nosológico estabelecer o prognóstico para as diversas abordagens terapêuticas aventáveis para determinada situação patológica;
  3. A partir do prognóstico prescrever os tratamentos mais apropriados e efetivos, sejam de natureza farmacológica ou cirúrgico-invasiva, estabelecendo quais seriam o tratamento principal, ou mesmo único, e os tratamentos complementares;
  4. Executar tratamento invasivo.

Justamente ratificando estes princípios legais expressos explicitamente pelas leis brasileiras, recentes decisões judiciais dos nossos Tribunais Superiores vêm dissipando toda e qualquer dúvida sobre este tema do exercício profissional da Acupuntura, evidenciando que esta especialidade terapêutica não pode ser realizada por qualquer outro profissional, senão os profissionais da medicina, medicina veterinária e odontologia, cada qual na sua área própria e legal de atuação, exatamente porque apenas os profissionais destas três áreas das ciências médicas têm expressamente autorização legal para estabelecer diagnósticos nosológicos e consequentes prognósticos, derivar do prognóstico a prescrição dos tratamentos apropriados e realizar intervenções invasivas – instâncias estas próprias, encadeadas e indispensáveis para o exercício da especialidade terapêutica Acupuntura.

Tais decisões judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1a Região, por meio de acórdãos que determinam, por unanimidade, que as Resoluções dos Conselhos Federais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, de Enfermagem, de Psicologia, de Farmácia, de Fonoaudiologia, de Biomedicina e de Educação Física que estabeleciam ser a Acupuntura especialidade terapêutica permitida aos profissionais regidos por estes citados Conselhos, são Resoluções ilegais – por transbordarem de maneira imprópria e ilícita os limites das leis federais para cada uma daquelas profissões – e determinaram, por esta razão, que tais Resoluções estão totalmente anuladas.

Além disso, estas decisões já foram confirmadas e corroboradas pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal para a Psicologia, Enfermagem e Fonoaudiologia, nos mesmos termos das decisões do Tribunal Regional Federal, tendo então já transitado em julgado para estas três profissões e também para a Farmácia, cujos recursos judiciais foram inadmitidos para aqueles dois citados Tribunais Superiores.

Os recursos judiciais da Fisioterapia, da Biomedicina e da Educação Física aos Tribunais Superiores ainda não foram admitidos nem apreciados; portanto, tais ações ainda não transitaram em julgado, mas é indispensável esclarecer que toda e qualquer decisão do Tribunal Regional Federal é, de imediato à sua publicação, totalmente atuante e  efetiva, só cessando tais efeitos no caso de decisão contrária estabelecida por ocorrência de julgamento nos Tribunais Superiores, o que, até o momento, não ocorreu.

Sumarizando: no Brasil, pela legislação vigente, devidamente corroborada por decisões judiciais específicas para este tema expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1a Região, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal, somente é legal o exercício da especialidade Acupuntura pelos profissionais da medicina, da medicina veterinária e da odontologia – cada qual em seu campo próprio de atuação, também definidos por lei.

Fonte: http://www.cmba.org.br/materias.asp?id=21&materia=55&conteudo=Esclarecimento+quanto+ao+exerc%C3%ADcio+da+Acupuntura

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As 15 perguntas que todo paciente deve fazer para seu médico

Propostas e movimentos de empoderamento dos pacientes vêm sendo discutidos em sociedades médicas e em entidades não governamentais

Saiu em Gaúcha ZH Vida

A medicina em que médicos e pacientes ocupam lugares distantes na “mesa de negociações” começa a perder espaço em consultórios, clínicas e hospitais do Brasil. Ainda que incipientes no país, se comparados à realidade de outras nações, propostas e movimentos de empoderamento dos pacientes vêm sendo discutidos em sociedades médicas e em entidades não governamentais. A ideia é que as pessoas, ao buscarem os serviços de saúde – sejam públicos ou privados – tenham um entendimento mais claro e objetivo dos caminhos a percorrer, tanto quando se fala em evitar danos quanto na busca pela cura, perdendo a passividade diante das decisões tomadas ao longo desse percurso. Não se trata de jogar ao paciente a responsabilidade das definições médicas, mas de torná-lo mais protagonista dos processos, cujos resultados, naturalmente, têm nele o maior afetado.

Esse empoderamento se traduz em ações que evitam procedimentos desnecessários e promovem uma revisão das condutas médicas, até então pouco questionadas pela sociedade. No Brasil, não se costuma debater com o médico. As escolas de medicina do país não têm a tradição de valorizar o envolvimento do doente e das famílias nas decisões, tampouco dão munição aos futuros médicos para que tenham uma boa comunicação com seus pacientes.

Choosing Wisely (Escolhendo Sabiamente, em tradução livre) é uma iniciativa da Abim Foundation, entidade criada pelo Conselho Americano de Medicina Interna em 1989, cujas proposições pretendem melhorar o atendimento em saúde, com o estabelecimento de condutas mais preocupadas com o bem-estar e o protagonismo do paciente. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre é um dos três centros do Brasil que estão mais avançados na sistematização dessas sugestões.

Poder em três frentes

Barcellos explica que, basicamente, há três frentes de ações que promovem essa nova forma de fazer medicina, de acordo com a Choosing Wisely. Uma delas, que não chega a ser novidade, mas ainda tem pouco alcance, pede às sociedades médicas que façam uma autocrítica – e também promovam isso entre seus associados – sobre o excesso de intervenções nos tratamentos de saúde. O propósito evidente é frear procedimentos que pouco modificam resultados. Assim como em países onde isso está mais consolidado, como Canadá e Estados Unidos, gera-se uma lista de recomendações e espera-se que ela seja colocada em pauta.

Noutra ponta, a promoção das ideias da Choosing Wisely incentiva que profissionais e instituições da área da saúde traduzam as recomendações e os procedimentos de forma adequada e clara, lançando mão de recursos, como vídeos e peças gráficas, que facilitem ao máximo a compreensão e fujam de linguagens técnicas.

A terceira frente na promoção de uma medicina mais próxima dos pacientes é que clínicas e hospitais também discutam condutas e gerem referências sobre o que se deve ou não evitar no cotidiano de assistência. Isso, além de assegurar o bem-estar daqueles que dependem do atendimento, pode garantir economia nas redes de saúde e, inclusive, redução de adversidades.

Barcellos usa como exemplo a prática de fazer exames de sangue diariamente em pacientes internados, mesmo que não haja um quadro específico que a justifique. No Clínicas, já se preconiza individualizar mais essa conduta, considerando particularidades de cada pessoa. Numa UTI, explica Barcellos, essa atitude sistêmica pode representar a retirada de até 50ml de sangue diariamente de um paciente crítico.

— A coleta de sangue pode ser, por si só, a causa do desenvolvimento de anemia no hospital. Então, se essa conduta diária não vai influenciar no resultado final de um tratamento nem mudar nada, ela só é uma coleta de sangue — diz Barcellos.

Empodere-se

A Organização Pan-Americana da Saúde destaca 10 perguntas-chave que o paciente precisa fazer para ampliar a segurança nos serviços de saúde:

1 – Qual o nome do problema que tenho? Qual é o meu diagnóstico?
2 – Quais são as minhas opções de tratamento?
3 – Quais são as minhas chances de cura?
4 – Como é realizado o exame ou procedimento?
5 – Quando e como receberei os resultados do exame?
6 – Como se soletra o nome do medicamento prescrito?
7 – Quantas vezes ao dia e por quanto tempo devo usar esse medicamento?
8 – É possível que haja alguma reação a esse medicamento?
9 – Posso usar esse medicamento junto com outros que já utilizo, com algum alimento ou líquido?
10 – O tratamento mudará minha rotina diária?

A Choosing Wisely sugere que o paciente faça cinco perguntas básicas aos médicos:

1 – Preciso realmente deste teste, tratamento ou procedimento?
Os testes podem ajudar você e seu médico ou outro profissional de saúde a determinar o problema. Tratamentos (como medicamentos) e procedimentos podem ajudar a tratá-lo.

2 – Quais são os riscos?
Indague sobre efeitos colaterais e chances de obter resultados que não são os esperados e também se há possibilidade de o procedimento levar a mais testes e tratamentos adicionais.

3 – Existem opções mais simples e seguras?
Existem opções para o tratamento que poderiam funcionar? As mudanças de estilo de vida, como comer alimentos saudáveis ou exercitar-se mais, podem ser opções seguras e eficazes.

4 – O que acontece se eu não fizer nada?
Pergunte se a sua condição pode piorar — ou melhorar — se você não fizer um teste, tratamento ou procedimento imediatamente.

5 – Quais são os custos?
Os custos podem ser financeiros, emocionais e inclusive de tempo. Deve-se questionar se há um custo para a comunidade, se é razoável ou se existe uma alternativa mais barata.

O empoderamento do paciente é uma tendência observada em todos os âmbitos da promoção da saúde, desde a escolha da medicação em uma situação pontual, a orientações em doenças crônicas até o momento de adotar apenas cuidados paliativos. No caso das doenças crônicas, é prover o doente de condições e informações para que ele possa ter domínio da própria condição.

— Empoderamento da pessoa com doença crônica é cuidar de si, buscando saber quais são as necessidades do corpo e da mente, melhorando o estilo de vida, para evitar hábitos nocivos, desenvolver uma alimentação sadia, conhecer e controlar os fatores de risco que levam às doenças e adotar medidas de prevenção — resume o professor associado da Universidade Estadual do Ceará Andrea Caprara, médico e PhD em Antropologia Médica pela Universidade de Montreal (Canadá).

O professor ressalta o modelo de cuidados crônicos desenvolvido pelo médico Thomas Bodenheimer, do Departamento de Medicina Comunitária Familiar da Universidade da Califórnia, em que se atua em três esferas: a comunidade, com as suas políticas e recursos, o sistema de saúde, e a organização desse sistema.

Os princípios desse modelo apontam para a melhoria na qualidade do atendimento em casos de doenças crônicas por meio de uma abordagem proativa capaz de prever e antecipar possíveis complicações, com envolvimento dos pacientes, da família e da comunidade. No Brasil, a Política Nacional de Atenção Básica (Pnab) propõe que sejam organizadas ações de saúde no âmbito individual e coletivo, que abranjam a promoção e a proteção da saúde, mas nem sempre isso se estabelece na prática.

— Muitas vezes, a rede de atenção à saúde é organizada de forma fragmentada e não está centrada nas necessidades da população. Além disso, cada usuário percebe seu próprio adoecimento, em seu contexto de vida, de forma singular. Por isso, a importância da sensibilidade do profissional de saúde para perceber cada um como único e, dessa maneira, adaptar a forma de atenção — analisa.

Protagonismo inclusive no fim da vida

Criada há pouco mais de dois anos, a Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH) tem trabalhado para promover o empoderamento do paciente também no ambiente hospitalar, inclusive nas situações mais adversas, de quadros graves e irreversíveis. Nesse contexto, o empoderamento se estende não só ao paciente, mas também às famílias.

— Isso significa dar subsídios técnicos e reflexivos para que o paciente, com seu núcleo familiar, possa, ao lado da equipe médica assistencial, tomar as melhores decisões, pautadas nas melhores evidências científicas, na experiência dos médicos assistentes e em seu conjunto de valores — explica Paulo Paim, médico e presidente da (ABMH).

Nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), afirma Paim, as decisões são cruciais em razão da gravidade dos casos e das desproporcionais expectativas de resultados produzidas, entre outros fatores, pela forte emoção diante do agravamento dos quadros.

— Quando o paciente e seus familiares apoderam-se de conhecimento técnico e das experiências da equipe assistente, eles podem tomar decisões mais sóbrias e assertivas em relação à forma de conduzir o caso. Podem, de maneira mais clara, optar por aceitarem ou não determinados métodos diagnósticos ou terapêuticos, levando em consideração variáveis do prognóstico e o desconforto que esses métodos podem causar e o resultado real que impactará em sobrevida ou no controle de sintomas — diz.

Um dos entraves para que essa tendência se dissemine com mais rapidez no sistema de saúde do Brasil é, na avaliação de Paim, a falta de tempo durante a interação médico-paciente. As consultas são rápidas demais, e a visita do médico aos leitos, em muitos casos, não excede 10 minutos. Para o médico, é preciso batalhar para uma medicina com maior tempo a ser dedicado aos pacientes e avaliar os modelos de financiamento da saúde, que acabam por ditar as regras, nem sempre estabelecidas com foco na real necessidade das pessoas.

— O diálogo técnico com uma alta dose de empatia certamente gera consensos mais maduros e com menor probabilidade de erros — conclui Paim.

Leia a matéria na íntegra em https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2017/10/as-15-perguntas-que-todo-paciente-deve-fazer-para-seu-medico-cj99xpkvu064501qncdo6fhbx.html

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Seu segundo cérebro

Ele tem 9 metros de comprimento e 500 milhões de neurônios. Controla muito do que você faz, influencia tudo o que você pensa: e fica dentro da sua barriga

Saiu na Super Interessante

REPORTAGEM Alexandre di Santi e Silvia Lisboa

EDIÇÃO Bruno Garattoni

Quase todo mundo é ansioso. Segundo a Associação Internacional de Controle do Stress (ISMA), 72% dos trabalhadores brasileiros são estressados. Mais da metade da população está acima do peso e tem problemas de sono – hoje se dorme 1h30 a menos, por noite, que na década de 1990. E nunca houve tanta gente, no mundo, sofrendo de depressão. De onde vem tudo isso? Cada um desses problemas tem suas próprias causas. Mas novos estudos têm revelado um ponto em comum entre todos eles: a sua barriga.

Dentro do sistema digestivo humano existe o que alguns pesquisadores já chamam de “segundo cérebro”, com meio bilhão de neurônios e mais de 30 neurotransmissores (incluindo 50% de toda a dopamina e 90% da serotonina presentes no organismo). Tudo isso para controlar uma função essencial do corpo: extrair energia dos alimentos. Mas novas pesquisas estão revelando que não é só isso. Os neurônios da barriga podem interferir, sem que você perceba, com o cérebro de cima, o da cabeça – afetando o seu comportamento, as suas emoções e até o seu caráter. E o mais incrível é como eles fazem isso. Mas primeiro: que história é essa de neurônios lá embaixo?

O rei na barriga

Sem energia, não existe vida. Você precisa dela. E, ao contrário das plantas, que se viram com CO2 e luz solar, os animais obtêm energia comendo – e digerindo – outros seres. É um processo fundamental da nossa vida, mas não é nada simples. Tanto que, ao longo da evolução, animais primitivos – como os vermes de 600 milhões de anos atrás – foram desenvolvendo uma rede de neurônios no sistema digestivo. Lá, eles coordenavam o processamento da comida, que graças a isso se tornou mais sofisticado (ou seja, capaz de extrair energia de mais e mais tipos de alimento). E também desempenhavam outra função crucial: detectar e expulsar substâncias tóxicas, evitando que o bicho morresse ao comer algo venenoso. Deu certo. Tão certo que a rede de neurônios digestivos foi aumentando e se sofisticando, até chegar ao que, hoje, é conhecido como sistema nervoso entérico (SNE).

Ele existe em todos os animais vertebrados e, nos humanos, é uma rede de neurônios que percorre todo o abdômen: são de 6 a 9 metros, começando no esôfago, passando pelo estômago e pelo intestino e indo até o reto (os neurônios ficam numa espécie de “forro”, atrás das mucosas que processam os alimentos). Você já nasce com eles, mas o SNE aprende e evolui com o tempo – o que ajuda a explicar por que os bebês nascem com dificuldade para digerir qualquer coisa, até o leite materno.

Quando você coloca na boca aquela batatinha frita do boteco, provavelmente ignora a verdadeira alquimia que está prestes a ocorrer: ao final do processo, a batata será parte de você. Mágico, não? Mas, para que o feitiço ocorra, uma série de processos precisam estar sincronizados. Enquanto você mastiga a batata, o estômago começa a ser preparado para recebê-la. Assim que engole, os neurônios da barriga mandam liberar enzimas e sucos gástricos. São eles também que, algum tempo depois, decidem que a batata já foi suficientemente dissolvida pelo estômago, e pode seguir para o intestino (ou que, ao detectar comida estragada, fazem você vomitar). Ao mesmo tempo, outros neurônios mandam o intestino empurrar o bolo alimentar da refeição passada para abrir espaço. Quando sente que você já comeu o suficiente, o SNE manda o organismo parar de liberar grelina, hormônio que causa a fome. Algumas horas depois, ou no dia seguinte, ele avisa que é hora de ir ao banheiro. E só aí o seu cérebro reassume o comando.

Você pode perguntar: mas e daí? O sistema digestivo não está fazendo mais que a obrigação, certo? Certo. Só que ele vai além – e graças a uma força que nem humana é.

Você e elas

Desde que a ciência descobriu as bactérias (graças ao cientista holandês Antoine van Leeuvenhoek, em 1676), a humanidade sempre desprezou, odiou e temeu essas criaturas. Com alguma razão: podem causar infecções mortais. Mas o fato é que as bactérias nem sempre são nocivas. A maior parte é fundamental para o organismo – tanto que o corpo humano abriga uma enorme quantidade delas. Um homem de 1,70 m e 70 kg possui aproximadamente 30 trilhões de células humanas, segundo um estudo publicado este ano pelo Weizmann Institute of Science, de Israel. E 39 trilhões de bactérias. Ou seja: o seu corpo contém mais células não humanas do que humanas.

Essa população de micro-organismos é chamada de microbiota, e a esmagadora maioria dela vive no sistema digestivo, onde existem 300 espécies de bactéria. Elas moram lá porque, como você, precisam de energia para sobreviver: no caso, a comida que você come. As bactérias da sua barriga são benéficas, ajudam na digestão dos alimentos. Mas também podem provocar efeitos estranhos e surpreendentes. Isso foi demonstrado pela primeira vez em 2011, quando cientistas da Universidade Cork, na Irlanda, descobriram que bactérias da espécie Lactobacillus rhamnosus, encontradas em iogurtes, eram capazes de alterar o comportamento de ratos de laboratório. Os pesquisadores dividiram os ratinhos em dois grupos, alimentados com dois tipos de iogurte: um com essa bactéria e outro sem. Os camundongos que tomaram o iogurte turbinado tiveram o dobro de disposição para atravessar labirintos e nadar. Ratos de laboratório nadam por 4 minutos, em média, antes de desistir de lutar contra a água (eles simplesmente boiam depois disso). Os bichos que tomaram iogurte com L. rhamnosus nadaram 50% mais.

Também ficaram mais relaxados, como se tivessem tomado um calmante. Um exame de sangue, feito depois, comprovou que eles tinham 50% menos corticosterona, uma substância ligada ao stress, e melhor distribuição do ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor que ajuda a conter a ansiedade. Ou seja: as bactérias do iogurte mexeram com o “segundo cérebro” dos ratinhos – que alterou os níveis de várias substâncias e, por sua vez, influenciou o cérebro principal. “A microbiota pode se comunicar com o cérebro”, explica o neurocientista brasileiro Gilliard Lach, do laboratório que fez o estudo. “Talvez, no futuro, os antidepressivos possam ser comprados no supermercado, na forma de iogurte”, acredita.

Para não deixar dúvida, os pesquisadores fizeram um último teste. Pegaram os ratinhos e cortaram seu nervo vago, que conecta o sistema digestivo com o cérebro (e também existe em humanos). E o iogurte turbinado deixou de fazer efeito. Ou seja: eram mesmo os neurônios da barriga, influenciados pelas bactérias, que estavam manipulando o comportamento dos ratinhos.

Em seres humanos, acontece a mesma coisa. Isso ficou provado em 2013, quando cientistas da Universidade da Califórnia recrutaram 36 voluntárias. Elas foram divididas em três grupos. O primeiro tomou iogurte com quatro tipos de bactéria (bifidobacteriumstreptococcuslactococcus e lactobacillus) ao longo de um mês. O segundo consumiu uma bebida que tinha gosto de iogurte, mas não continha essas bactérias. O terceiro não tomou nada – manteve a dieta de sempre. Os cérebros das mulheres foram analisados, em exames de ressonância magnética, antes e depois da experiência. O resultado foi claro. As bactérias modificaram várias regiões que processam sensações do corpo, emoções e até funções cognitivas. Caiu a atividade de regiões como a ínsula (responsável por processar certos estímulos do corpo, como fome) e o córtex somatossensorial (que processa o tato e outros sentidos). E aumentaram as conexões entre a substância cinzenta periaquedutal, que ajuda no controle da dor, e o córtex pré-frontal – a área racional do cérebro. Ou seja: alterações no sistema digestivo provocaram alterações no cérebro.

Os cientistas ainda estão tentando entender de que forma os neurônios ‘abdominais’ agem sobre o cérebro. Mas ficou provado que a barriga realmente pode mandar na cabeça – e, como qualquer pessoa que já teve dor de barriga porque ficou ansiosa sabe, também pode ser influenciada por ela. “É um caminho de duas mãos. Tanto o seu humor pode afetar o aparelho digestivo, quanto o seu aparelho digestivo pode afetar o humor”, diz o médico Carlos Francesconi, professor da UFRGS e especialista em neurogastroenterologia, área da medicina que estuda os neurônios do sistema digestivo. E esses processos são influenciados por bactérias. “Elas exercem um papel regulatório, como se fossem um órgão a mais”, diz Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da USP. Qualquer modificação nesse pool de inquilinos do seu corpo pode provocar um desequilíbrio – e estar na raiz de várias doenças.

Ansiedade, por exemplo. Pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, descobriram que ratos com maiores níveis de bactérias lactobacillus e bifidobacterium no sistema digestivo são menos ansiosos. E o oposto também é verdadeiro. Os cientistas coletaram bactérias do intestino de um rato ansioso, e injetaram em um ratinho calmo. Os micro-organismos mataram a maior parte das bactérias “boas” – e, como consequência, o camundongo passou a ter comportamento ansioso e nervoso.

Em pessoas, também há indícios de que seja assim. No ano passado, um estudo da Universidade de Oxford avaliou 45 voluntários, divididos em dois grupos. O primeiro recebeu placebo. O outro, doses de um carboidrato chamado galactooligossacarídeo (GOS), naturalmente presente no leite materno e em alimentos como cebola, alho, banana, soja e chicória. Esse carboidrato é o alimento preferido das bactérias lactobacillus e bifidobacterium (as mesmas da pesquisa com ratos). A ideia era turbinar a população desses micro-organismos, e ver se fazia algum efeito sobre as pessoas. Os voluntários que ingeriram o tal carboidrato desenvolveram mais bactérias – e ficaram com níveis 50% mais baixos de cortisol, o hormônio do stress. Também se saíram melhor numa bateria de testes psicológicos, apresentando respostas mais otimistas e menos sinais de ansiedade.

Outros estudos já encontraram relação entre a falta de lactobacillus e doenças como depressão e anorexia. Esses micro-organismos ajudam a manter a camada de muco que protege o intestino. Quando eles não estão presentes, essa barreira fica mais fraca, e surgem pequenas inflamações no intestino – que são encontradas em 35% das pessoas deprimidas. Para tentar entender o porquê, os cientistas autores da descoberta injetaram lactobacilos em ratos. As bactérias protegeram o intestino e produziram efeitos semelhantes aos de remédios antidepressivos.

As bactérias do sistema digestivo também estão relacionadas ao sono. Isso foi descoberto nos anos 1990, quando cientistas da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, deram antibióticos para ratos de laboratório durante uma semana. Previsivelmente, os níveis de bactérias despencaram. O surpreendente foi outra coisa: os ratinhos passaram a dormir menos e pior, passando menos tempo na chamada fase REM (movimento rápido dos olhos, em inglês), a fase em que o corpo mais descansa – e, também, em que o indivíduo sonha.

Há estudos mostrando que pessoas com autismo, Parkinson, Alzheimer e obesidade possuem uma seleção diferente de micro-organismos na barriga. Tanto que o transplante de fezes tem sido considerado como possível tratamento para o autismo. Dois pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Pasadena, na Califórnia, descobriram uma relação entre bactérias intestinais e autismo. Pelo menos em ratos. Eles criaram uma ninhada de ratinhos autistas (o que foi feito de um jeito meio cruel: infectaram uma rata grávida com um vírus que ataca os fetos). Depois, analisaram a população de micro-organismos no sistema digestivo deles. Descobriram que era bem diferente da encontrada em ratos normais.

Cientistas da Universidade Columbia e do Hospital Geral de Massachusetts já haviam observado que pessoas autistas costumam ter déficit de um tipo de bactérias, as bacteroides. Também costumam apresentar problemas gastrointestinais.

Se existe mesmo essa relação entre bactérias e autismo, pode haver um tratamento em comum que mire os dois alvos. Os pesquisadores de Pasadena decidiram alimentar os ratinhos autistas com bacteroides. Resultado: os animais pararam de fazer os movimentos repetitivos típicos do autismo severo, e ficaram mais sociáveis e abertos a interações com outros ratos. Ainda é cedo para saber se bactérias – no caso, a falta delas – são as culpadas pelo autismo. Mas, se a hipótese se confirmar, o tratamento desse transtorno pode passar também por um prosaico pote de iogurte.

Em todos esses casos, é preciso fazer mais estudos. “Não se sabe ainda se estamos diante do ovo ou da galinha”, explica Dan Waitzberg, professor de medicina da USP e especialista em aparelho digestivo. Quer dizer: a diferença na população de bactérias pode tanto ser a causa quanto mera consequência dessas doenças. Mas o sistema digestivo, e os bichinhos que moram nele, têm uma conexão nítida com os dois grandes males do mundo moderno: a obesidade e o câncer.

Guerra e paz

A medicina tem feito progresso na luta contra o câncer. Mas vários dos remédios mais modernos estão envoltos em um enigma: funcionam em certas pessoas, mas em outras não produzem o menor efeito. E ninguém sabe o porquê. Uma das respostas pode estar no tipo de bactérias que habitam a barriga de cada pessoa.

O francês Mathias Camaillard e sua equipe da Universidade de Ille, na França, descobriram, após fazer testes em ratos, que uma droga usada no tratamento do melanoma (o câncer de pele mais agressivo) não funciona na ausência das bacteroidales. Os cientistas descobriram isso ao examinar ratinhos tratados com o remédio, que se chama ipilimunab e faz o sistema imunológico atacar o câncer. Ele é usado em casos graves, quando o melanoma já se espalhou pelo corpo, e pode prolongar a vida dos pacientes em cinco anos. Para saber se as bactérias eram mesmo decisivas, a turma de Camaillard fez um novo (e meio nojento) teste: coletou fezes de 25 pacientes humanos, todos portadores de câncer, e injetou no intestino dos ratinhos. Ou seja, transplantou as bactérias dos humanos para os camundongos. Adivinhe só: nos ratos que receberam bacteroidales, o remédio anticâncer começou a fazer efeito, como que por milagre. Não era milagre, claro, mas os cientistas ainda não sabem explicar o resultado. Eles suspeitam que as bactérias ajudem a “acordar” o sistema imune, turbinando o efeito da medicação. No futuro, a ideia é que pacientes com melanoma avançado tenham suas fezes analisadas antes de começar o tratamento. Se o teste apontar que eles carregam poucas bacteroidales no organismo, poderão recebê-las via transplante de fezes.

Em 2009, um estudo liderado pelo médico americano Jeffrey Gordon, da Universidade Washington, em St. Louis, começou a desvendar a relação entre bactérias e obesidade. Ele analisou o sistema digestivo de um grupo de gêmeas com uma característica bem peculiar: em todos os casos, uma irmã era obesa e a outra não. Depois de analisar as bactérias intestinais das 154 voluntárias, os pesquisadores concluíram que as irmãs obesas tinham flora intestinal menos diversa e com menos bacteroidetes. Um resultado instigante, mas ainda restava uma dúvida: essa diferença na quantidade de bactérias era a causa da obesidade, ou o efeito dela?

O grupo decidiu, então, buscar a resposta em experimentos com ratos. Ficou quatro anos fazendo uma experiência que se mostraria revolucionária. Os cientistas pegaram ratinhos recém-nascidos e estéreis, ainda sem nenhum micro-organismo intestinal, e injetaram neles bactérias tiradas de intestinos humanos. Metade dos ratinhos recebeu bactérias “gordas”, ou seja, que haviam sido coletadas nas gêmeas obesas. A outra metade ganhou bactérias “magras”, extraídas do intestino das gêmeas magras.

Todos os ratos comeram a mesma ração, na mesma quantidade. Adivinhe só o desfecho: os bichos que receberam bactérias “gordas” ficaram gordos. E aqueles que receberam bactérias “magras” ficaram magros.

Mais tarde, a equipe repetiu o experimento, mas, dessa vez, uniu os dois grupos de ratos num mesmo espaço. Assim, os animais se contaminaram uns com as bactérias dos outros (pois os ratos têm o lindo hábito de comer fezes). Com o compartilhamento de bactérias, os dois grupos de ratos ficaram magros. Os cientistas também transplantaram bactérias dos ratos magros para os obesos – que ficaram magros. Em suma: os cientistas provaram, de várias formas diferentes, que as bactérias intestinais podem causar, ou prevenir, a obesidade. Em ratos, pelo menos. Não se sabe exatamente o porquê, mas os cientistas acreditam que tenha a ver com as calorias (certos tipos de bactéria turbinam a digestão, permitindo extrair mais energia dos mesmos alimentos).

Um ponto importante: os ratos gordos só emagreciam se recebessem 54 tipos de bactérias do outro grupo. Os cientistas também tentaram transferir menos espécies, apenas 39 tipos, e não deu certo – os ratos continuaram gordos. Isso significa que a chave está na diversidade de bactérias dentro do corpo. Mas a vida moderna está acabando com elas.

Nova cura, nova doença

De 5% a 10% da população mundial tem úlcera gástrica, um ferimento na parede do estômago que nunca cicatriza completamente, causa dores fortes e, em casos graves, pode matar. É uma doença crônica e incurável, cujo tratamento sempre consistiu em tomar Antak (cloridrato de ranitidina): um remédio paliativo, que reduz a produção de suco gástrico – e, com isso, as dores – e se tornou o medicamento mais vendido do mundo na década de 1980.

Até que um dia um médico desconhecido, que se chamava Barry Marshall e trabalhava num hospital da Austrália, apareceu com uma ideia: a úlcera, na verdade, era causada pela proliferação excessiva da Helicobacter pylori, que ele havia encontrado no estômago de pacientes com úlcera. Ninguém levou a sério, e Barry não podia fazer estudos em seres humanos (pois isso significaria condená-los a uma vida de dores). Desesperado, ele fez o impensável: infectou a si mesmo com a tal bactéria. Como seria de se esperar, desenvolveu úlcera – que então curou, em uma semana, com um antibiótico. Barry havia descoberto a cura, simples e definitiva, para uma doença que afetava dezenas de milhões de pessoas. Um conto de fadas da medicina moderna.

Mas essa vitória também teve um lado ruim. Estudos mais recentes sugerem que a H. pylori também desempenha um papel importantíssimo para o organismo: controla a produção de grelina, o hormônio que controla a sensação de fome. Foi isso o que descobriu o médico Martin Blaser, da Universidade de Nova York. “Eu tenho acumulado mais e mais evidências de que o desaparecimento desse micróbio (a H. pylori) pode estar contribuindo para epidemias atuais”, escreve no livro Missing Microbes: How the Overuse of Antibiotics Is Fueling Our Modern Plagues (“Micróbios sumidos: como o uso excessivo de antibióticos está alimentando as pragas modernas”, ainda sem versão em português). Ele descobriu que a H.pylori, que até os anos 1980 era comum no estômago dos americanos, hoje se tornou rara. E é isso que pode estar fazendo as pessoas comerem mais e engordarem – porque, sem essa bactéria, o sistema digestivo não dá o sinal para a pessoa fechar a boca.

Para o pesquisador, a relação da humanidade com os antibióticos é similar ao de outras invenções revolucionárias, como o motor à combustão. Começou ótimo, revolucionou o mundo, mas acabou produzindo grandes efeitos colaterais (como o efeito estufa, a poluição das grandes cidades e as guerras por petróleo). Os antibióticos podem seguir pelo mesmo caminho. Embora sejam fundamentais para controlar infecções, podem estar ajudando a criar novos problemas. “A perda da diversidade da microbiota nos nossos corpos está cobrando um preço terrível. E será pior no futuro”, escreve Blaser.

Nem todo mundo é tão pessimista. Há quem acredite que, entendendo a importância das bactérias, aprenderemos a conviver com elas de outra forma e controlá-las usando menos remédios. “Em 20 ou 30 anos, vamos ter um chip implantado no corpo que será lido pelo computador do médico. Ele vai poder analisar o perfil do indivíduo e receitar uma alimentação personalizada para tratar determinadas doenças”, projeta Dan Waitzberg, da USP. O jogo da humanidade contra as bactérias pode, no máximo, terminar empatado. Não devemos ceder, mas também não podemos querer exterminá-las. Afinal, elas são parte de nós. A maior parte.

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Mal de Parkinson pode começar no intestino, não no cérebro

Tremores e dificuldade de movimento: os principais sintomas do Parkinson têm tudo a ver com o cérebro. Mas um novo estudo traz indícios de que esse pode ser só o estágio final da doença. Sua  verdadeira origem estaria mais profunda, no intestino.

A desconfiança de que os médicos estavam olhando para o lugar errado começou quando uma pesquisa mostrou que 10 anos antes de apresentar sintomas, grande parte dos pacientes com Parkinson tinha um problema bem diferente: prisão de ventre.

O resultado passou por coincidência e a maioria dos experimentos continuou buscando no cérebro a razão da morte de neurônios que afetava tanto a mobilidade dos pacientes.

Um novo estudo feito no Instituto Tecnológico da Califórnia (CalTech) mostrou que as diferentes bactérias que vivem no intestino humano podem ter relação direta com o desenvolvimento do Parkinson.

Os pesquisadores começaram estudando as fibras tóxicas de uma proteína chamada alfa-sinucleína, que se acumulam nos neurônios e causam sintomas de Parkinson em questão de semanas.

LEIAParkinson, por dentro do mistério

O experimento usou uma série de ratos com DNA idêntico, geneticamente modificados para ter uma tendência maior a produzir essas fibras – não só no cérebro, mas também no intestino.

Os ratos foram divididos em dois grupos, um deles criado em jaulas normais e outro em ambientes esterilizados, sem germes. Os dois grupos se desenvolveram, com a mesma tendência genética, mas o quadro de sintomas motores do primeiro grupo piorou muito mais rápido. Já os ratos do ambiente esterilizado tremiam menos e tinham menos fibras tóxicas no cérebro.

Na segunda etapa do estudo, os cientistas separaram os ratos das jaulas especiais e injetaram a microbiota de seres humanos com Parkinson. Em algumas semanas, os problemas motores dos roedores foram ficando piores.

Em outros ratos do ambiente estéril, a microbiota injetada foi de humanos saudáveis – e a doença não avançou.

Os cientistas ainda não são capazes de afirmar que é exatamente isso que acontece com o corpo humano, mas eles estão confiantes que as bactérias do intestino regulam de alguma forma a ação do mal de Parkinson.

Uma das teorias é que certos tipos de microbiota levam o cérebro a exagerar na produção de alfa-sinucleína. O próximo passo dos pesquisadores vai ser comparar as bactérias intestinais de uma série de pacientes com Parkinson, para tentar encontrar quais patógenos eles têm em comum, que podem estar relacionados à progressão da doença. Se der certo, a pesquisa tende a abrir caminho para novas formas de tratamento e prevenção do Mal de Parkinson – até 10 anos antes dos sintomas aparecerem.

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Cientistas encontram “fonte da juventude” no intestino de idosos de 90 anos

O estudo reuniu mais de mil pessoas para entender o que idosos ridiculamente saudáveis têm em comum com pessoas de 30 anos ou menos.

 

 

Foi exatamente isso que um estudo sino-canadense se propôs a investigar. Eles reuniram mais de mil voluntários chineses, de 3 a 100 anos. Todos eles tinha uma coisa em comum: eram “ridiculamente saudáveis” para sua faixa etária, como descrevem os pesquisadores.

O que os cientistas queriam entender, especificamente, era o que os idosos com a saúde acima da média tinham em comum com os voluntários mais jovens, que também eram supersaudáveis. E encontraram semelhanças enormes no intestino deles: os quase centenários tinham a flora intestinal quase idêntica a dos voluntários de 30 anos.

Vale lembrar que, no nosso intestino, carregamos a maior concentração de microorganismos encontrada no corpo humano. Esse conjunto de bactérias é altamente personalizado, vai se moldando ao longo da vida e pode ter uma baita influência no metabolismo e até na saúde mental.

O que acontece é que, conforme envelhecemos, a diversidade da flora intestinal diminui. Isso torna o corpo de idosos mais vulnerável à infecções. Em uma flora intestinal equilbrada, um microorganismo regula o outro. Se há um desequilíbrio, bactérias oportunistas podem ganhar espaço excessivo e fazer mal ao corpo humano. Estudos anteriores, aliás, já tinham descoberto que idosos com uma flora intestinal mais diversa tomam menos remédios.

O que o novo estudo sino-canadense descobriu é que essa queda na biodiversidade do intestino não é obrigatória – e que a microbiota que se mantém tão diversa quanto a de um corpo 60 anos mais jovem está fortemente associada a uma saúde melhor para o corpo inteiro.

Como sempre, ainda falta entender se é uma questão de causa ou consequência. Será que os idosos com um estilo de vida saudável vivem melhor e, portanto, tem uma microbiota mais diversa? Ou então seria ao contrário: as bactérias do intestino (que são tão essenciais) ajudam a manter o corpo todo em melhor estado?

A resposta dessa pergunta é essencial para entender o quão longe se deve ir para  alcançar as mesmas condições intestinais do idosos supersaudáveis.

A opção mais simples, é claro, são mudanças na alimentação e probióticos, mas tem médicos apostando tanto na importância do intestino para o organismo que testam transplantes fecais para “reviver” a flora intestinal de pessoas com problema de saúde. E você, aceitaria um supercocô para melhorar seu organismo?

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Cura Integrativa

Por Daniel Librelato Massuco  ( Saiu no Jornal Ligado no Sul)

Em virtude da crescente demanda da população brasileira por diferentes métodos de tratamento em saúde e também com a intenção de integrar sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos aos Sistemas Oficiais de Saúde, o Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS.
Diversos tipos de terapias estão englobadas na chamada Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa MT/MCA ou Práticas Integrativas e Complementares. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a OMS, terapia alternativa significa que ela é utilizada em substituição às práticas da medicina convencional, já a terapia complementar é utilizada em associação com a medicina convencional, e não para substituí-la. O termo integrativa é usado quando há associação da terapia médica convencional aos métodos complementares ou alternativos a partir de evidências científicas. Para apresentar alguns tipos das terapias oferecidas na região, o JH traz as definições de profissionais distintos.
O Reiki

Nadia Massuco, master coach e terapeuta holística

 
No âmbito das Terapias e Medicinas de Campo Bioenergético, Reiki é uma terapia complementar para redução do estresse e relaxamento que promove a cura. É transmitido através da imposição de mãos e concentra-se na “energia vital” que flui através das pessoas. “Se o nível de energia vital está baixo, ficamos mais propensos às doenças ou mais estressados. Se estiver alta, somos mais capazes de nos sentirmos felizes e saudáveis” pontua  Nadia Massuco, Master Coach e terapeuta holística, a qual atende no município de Orleans e região.
A terapia Reiki não está vinculada a nenhum tipo de religião conforme aponta Nádia. “Nós olhamos para o ser humano como um todo, com dimensões físicas, emocionais, mentais e energéticas. O Reiki age na causa dos problemas emocionais e corporais, ele age diretamente no ser que está em tratamento, ou seja, ela trata o ser doente, sem relação com a espiritualidade de cada um”, enfatiza.
De acordo com a terapeuta, o Reiki pode ser recebido por todos, sejam eles adultos, idosos, crianças, bebês e também em animais. “Reiki é um sistema próprio para despertar o poder que habita dentro de nós, captando, modificando e potencializando energia. Funciona como instrumento de transformação de energias nocivas em benéficas. No Reiki não se realiza diagnóstico, não é equiparada às biomedicinas, medicinas tradicionais, e não exclui as medicinas tradicionais, pelo contrário, amplia a sua eficácia.”
Esta terapia não apresenta nenhum tipo de contraindicação. Dentre os benefícios divulgados, o Reiki acalma, reduz o estresse e provoca no organismo uma sensação de profundo relaxamento. “O Reiki alivia a dor e ajuda no processo de libertação das emoções. Ele também limpa e clarifica o seu campo energético, assim como harmoniza os órgãos para melhorar a recuperação em doenças. Fazer um tratamento de Reiki é como abrir a janela de sua casa para deixar a energia do sol entrar, é a energia do universo entrando em seu corpo, mente, emoções e campo energético”, pontua Nadia.

A acupuntura

Médica acupunturista Tainá Calvette

 

A acupuntura é uma técnica terapêutica de origem oriental, utilizada há aproximadamente 5.000 anos. Segundo a Medicina Tradicional Chinesa, a acupuntura consiste na busca do equilíbrio do corpo e da mente. Esse equilíbrio é alcançado através da estimulação de “acupontos”. São cerca de 1000 pontos, sendo 365 classificados e utilizados tanto na acupuntura humana, quanto em animais.
Os acupontos estão espalhados por todo o corpo, os quais percorrem caminhos até os órgãos e vísceras, os quais estimulados desempenham as funções terapêuticas pretendidas.  A existência desses meridianos energéticos, atualmente são comprovados cientificamente, podendo ser identificados por aparelhos os quais identificam e mensuram o nível de energia.
Na rotina do acupunturista, o profissional encontra na Medicina Tradicional Chinesa várias formas de diagnósticos as quais auxiliam no tratamento e também possíveis prognósticos, ou seja, de possíveis patologias futuras. Isso por ue a terapia não se baseia apenas na doença a qual o indivíduo apresenta no momento da consulta, e sim em outras informações que serão observadas, sendo que se essas estiverem em desequilíbrio poderão indicar uma outra causa nem sempre aparente.
“A Medicina Tradicional Chinesa observa o indivíduo como um todo e não apenas o sinal mais aparente. Por meio de outras características encontradas durante a consulta se poderá então descobrir outros desequilíbrios os quais poderão ser os causadores do sinal observado. Este é um diferencial que destaca a acupuntura como uma terapia que harmoniza todo o corpo, auxiliando no processo terapêutico em diversas patologias e também como prevenção de patologias futuras”, relata Tainá Calvette, médica acupunturiatra.

Carlo Hackmann, médico de família e acupunturista ao lado da esposa Tainá.

 
Carlo Hackmann, médico de família e acupunturista, aponta que encontrou na terapia chinesa ferramentas que potencializam o seu trabalho. “É uma gama de informações que amplia a visão do diagnóstico de um eventual problema de saúde. Na acupuntura é dada muita atenção a diversos tipos de sinais, onde o indivíduo e o meio em que ele vive são levados em consideração. Muitos se acostumaram a se perceber distante da natureza, quando na verdade fazemos parte dela, e a acupuntura leva isso em consideração em um amplo sentido”, revela o médico que, ao lado da esposa Tainá, atendem na cidade de Gravatal, Braço do Norte e toda região.
“Mesmo que um indivíduo esteja com a saúde em dia, recomendamos de que eles façam uma sessão ao menos a cada troca de estação para ajudar o corpo a se equilibrar”, complementa Tainá.
A terapia é indicada a pacientes com dores agudas, crônicas, enxaquecas, fibromialgia, dores musculares, artroses e artrites, dependência química, transtorno de ansiedade, depressão, insônia, estresse e esgotamento, entre outros.

Na Medicina Veterinária

Gislany Brognoli, médica veterinária acupunturista

 
A acupuntura na medicina veterinária vem sendo utilizada no Brasil desde os anos 70 e foi reconhecida como especialidade desde 1995, desde então, é difundida de maneira crescente em vários estados.
“Na nossa região muitas pessoas conhecem a técnica sendo empregada somente a humanos, porém é perceptível que a procura segue crescendo cada vez mais também aos animais. A consulta e o tratamento envolvendo a acupuntura é algo que chama cada vez mais atenção dos tutores, isso porque já na primeira sessão a maioria dos animais já demonstra sinais positivamente perceptíveis. Outro ponto que deve ser ressaltado é a diminuição de uso de medicamentos nos tratamentos os quais a acupuntura está complementando, havendo assim uma menor exposição química dos animais, proporcionando uma terapia limpa e com possibilidade quase nula de contraindicações e efeitos colaterais”, declara Gislany Brognoli, médica acupunturista, a qual atende em diversas regiões do Sul de Santa Catarina.
A conversa entre tutor e o médico veterinário nem sempre é destinada somente à causa aparente apresentada, ela vai desde hábitos rotineiros dos animais, comportamento, preferência por tipo de alimentos, sensações a estímulos de temperatura, características do ambiente onde o animal vive, relação com as pessoas e animais desse ambiente, por exemplo.
“Na primeira sessão de acupuntura o maior receio dos tutores é quanto à resistência dos animais às agulhas, porém, na maior parte das vezes, esse problema é abolido na primeira agulha puncionada. Isso porque ao colocar a agulha, o corpo do animal libera várias substâncias relacionadas ao bem-estar, como serotonina e endorfina, fazendo com que o animal relaxe e não tenha a impressão negativa sobre as agulhas, sendo até contrário a isso, muitos animais que aparentemente agressivos ou que estão amedrontados depois do primeiro estímulo mudam seu comportamento se tornando mais relaxados e completamente entregues a sessão”, relata Gislany.
De acordo com a médica veterinária, a acupuntura apresenta pouquíssimas contraindicações, porém é sempre indicado que seja feito por um profissional especializado e que conheça a técnica empregada.
A acupuntura pode ser utilizada em uma infinidade de enfermidades, já que apresenta efeitos analgésico, anti-flamatório, relaxante muscular, promove imunidade, reabilitação de lesões neurológicas, traumas ósseos, auxiliar no pós-cirúrgico, dermatopatias, doenças metabólicas e endócrinas, doenças respiratórias, disfunções reprodutivas, dor, além de efeito calmante, agindo em distúrbios psicológicos como ansiedade, agressividade, fobias e insônia.
Atualmente a acupuntura veterinária vem tratando diversas espécies, dentre elas podem ser citados caninos e felinos domésticos, equinos, animais silvestres e animais de produção como vacas leiteiras.
“Durante toda a graduação na medicina veterinária sempre senti interesse em terapias mais naturais, além disso, senti uma necessidade muito grande de poder observar o animal de forma mais integrativa, resgatar aquela medicina tradicional onde o médico realmente sentava com o paciente, dava seu tempo e sensibilidade a saber a maior quantidade de informações possíveis. Na medicina veterinária não conversamos com os pacientes como é possível na medicina humana e, sim, com os tutores, porém com a medicina tradicional chinesa temos a possibilidade de identificar padrões através de características naturais dos animais” pontua.
“Costumo dizer que durante as sessões eu tenho responsabilidade em deixar no mínimo cinco indivíduos bem. Isso porque o tratamento no animal envolve sentimentos de várias outras pessoas que moram com ele. Essa responsabilidade faz com que cada vez mais eu procure ser uma médica veterinária sensível e inteiramente dedicada ao que me propus”, revela Gislany.
( Confira a Matéria na Íntegra em http://www.ligadonosul.com.br/cura-integrativa)

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Medicina Integral

 

A partir de um olhar sistêmico, o objetivo não é mais o tratamento de um órgão específico, mas sim a compreensão do biológico, do mental, do social, do familiar e do espiritual, além de oferecer ao paciente uma oportunidade de refletir sobre sua prática diária, perceber quais são as necessidades do corpo e da mente, melhorar o estilo de vida, buscar hábitos saudáveis.

A doença não é vista como uma entidade em si, consideramos o processo como um todo, observando com atenção todos os fatores que podem ter influencia no processo de adoecimento, como a qualidade de vida, os hábitos, o sono, os ciclos, a profissão, a alimentação, a postura, tendências, limitações, recursos internos, relações familiares, etc.

Tratamos de pessoas doentes, de pessoas com os mais diversos níveis de desconforto ou sofrimento, de pessoas com dores agudas ou crônicas, físicas ou emocionais, e até de quem simplesmente deseja manter o livre fluxo da vida fluindo adequadamente.

Nosso PROPÓSITO é cooperar com o processo de cura, auxiliar na busca da plenitude.

Aqui o Cuidado tem um significado além de tratar uma dor ou uma doença, mas o sentido de auxiliar o outro a desenvolver suas potencialidades, conectar com o que tem de melhor dentro de si, voltar a vibrar e recuperar sua saúde em todas as dimensões.

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